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The Flash: Review de “Duet”

img-1023083-flashEsse review contém SPOILERS!!

Com tudo que está acontecendo em The Flash ultimamente, Barry começou a ter a tendencia de se repetir e tomar decisões irracionais. O personagem quer tanto consertar tudo e impedir que Savitar ganhe, fazendo ele tomar decisões extremas que acabaram causando mais mal do que bem. “Duet” finalmente abordou algumas das escolhas feitas por Barry e Kara que são bem irritante, e que acabam sendo obstáculos em suas séries.

Quanto a Barry, ele tem constantemente usado Iris e seu relacionamento com ela, como um meio de evitar a vitória de Savitar em vez de ser honesto e apreciar e valorizar o pouco tempo que lhe resta e seu amor por ela. Tudo sobre o relacionamento entre eles parece frustrante, principalmente porque os dois merecem estar juntos. No entanto, só foi necessário um vislumbre do futuro, para fazer com que ele ficasse paranoico e começasse a afetar a melhor parte da sua vida. Tanto para Barry, como para Kara, a situação se resume a eles não se permitirem serem felizes e amados, e não aceitarem que coisas boas podem acontecer na vida deles.

Duet” traz de volta o lado divertido de The Flash que utiliza um vilão leve como Mestre da Música, para ensinar Kara e Barry uma lição que deve limpar a mente deles antes de enfrentar seus maiores desafios. Esse episódio tinha um grande potencial para ser irritante, não servindo para mais nada, além de preencher a quota de episódios, mas o uso da música acabou deixando as coisas mais divertidas e algo mais importante que precisa ser lidado. The FlashSupergirl são séries sobre seus protagonistas crescendo para se tornarem os heróis que vemos nos quadrinhos, uma história de origem a longo prazer que serve para mostrar que ser um herói não é algo que acontece de uma hora para outra. E episódios como “Duet” servem para mostrar como essas séries são sobre pessoas cheias de falhas aprendendo a serem pessoas melhores.

Barry e Kara vivem carregando muita responsabilidade como heróis, e por isso acreditam que não podem ter amor em suas vidas. No entanto, ambos tem feito o oposto disso em alguns momentos. Kara tem usado de pequenas mentiras e escondido a verdade para manter as pessoas à salvo; enquanto Barry escondeu coisas de Iris e da Equipe Flash para tentar mudar o futuro. Ambos têm negado amor para eles mesmo, porque eles acham que pode atrapalhar eles ou desconsideram pessoas com quem eles se importam para que não se machuquem, mas eles ainda precisam se permitir viver.

Como vilão, o Mestre da Música é bastante divertido, ele não parece necessariamente ser ruim, mas ajuda todos a colocarem suas cabeças no lugar antes de enfrentarem seus principais vilões da temporada. The FlashSupergirl tem colocado muita pressão nas relações de Barry/Iris e Kara e Mon-El ultimamente, fazendo tudo parecer repetitivo, mas também fazendo esses personagens quebrarem a cabeça e perceberem que precisam confiar uns nos outros para conseguir superar seus maiores obstáculos. Até mesmo com Cisco e Wally, o Mestre da Música faz com que os dois tomarem a frente em uma situação que eventualmente pode se tornar real, com eles precisando defender a cidade sem Barry.

Além disso o episódio também investiu tempo em Iris e Mon-El. Um relacionamento é um via de mão dupla, e mesmo que Barry e Kara sejam o foco do episódio, Iris e Mon-El também precisam aprender uma lição em como não negar seus sentimentos. Esses personagem passaram por muita coisa ultimamente, mas eles precisam encarar a possibilidade de que Barry e Kara possam ser derrotados, então é preciso ser completamente sinceros com eles em relação a seus sentimentos.

Duet” coloca Barry e Kara em uma posição onde eles ficam quase sem nada. Eles perdem seus poderes, todos com quem eles se importam não os reconhecem, e eles precisam aceitar algo que eles haviam deixado de lado para conseguir sobreviver. Foi um episódio realmente divertido de The Flash que ainda tem grande importância para o desenvolvimento desses personagens, e deve ajudar Barry a colocar a cabeça no lugar e derrotar Savitar e salvar Iris. Mesmo com tudo acontecendo entre Barry e Iris nos últimos episódios, foi bom ver ele colocando as coisas em perspectiva e recuperar a confiança em si mesmo em vez de ficar com medo do futuro.

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Legends of Tomorrow: Review de “Fellowship of the Spear”

dclegendsoftomorrow-143590Esse review contém SPOILERS!!

Nesse episódio de Legends of Tomorrow teve um toque de Senhor dos Anéis, com a tripulação da Waverider tentando descobrir uma maneira de destruir a Lança do Destino. Eles também precisam resistir a tentação de usar a lança. E ao mesmo também tentar impedir a Legião do Mal coloque suas mãos nela. No processo eles acabam conhecendo J.R.R. Tolkien pessoalmente. Mas infelizmente, mesmo com tudo isso ao seu favor, o episódio acabou sendo desapontante.

Parte do problema disso vem do fato de ser um episódio que dependente da trama. Legends está se aproximando do final da temporada, então tem muita coisa acontecendo para ir de um ponto a outro nesse episódio, e o tempo investido no desenvolvimento da trama acabou diminuindo o tempo para os momentos dos personagens, que são um destaque da série. Depois de Mick usar sua arma de fogo na Lança, é descoberta uma mensagem nela, que leva Nate a encontrar uma modo de destruí-la.

Para conseguir isso, eles precisam do sangue de Cristo. E como Rip não permite que eles voltem no tempo para o momento da crucificação, eles precisam encontrar um caminho alternativo. Nate ouviu rumores em Oxford que Sir Gawain trouxe um frasco contendo o sangue de Cristo quando retornou das Cruzadas, e J.R.R. Tolkien foi o proeminente estudioso que começou esse rumor.

Algo sobre a presença de Tolkien nesse episódio acabou elevando o nível das piadas e referencias que a série normalmente fez. No episódio anterior, tivemos referencias constantes aos filmes Apollo 13Perdido em Marte. E aqui tivemos Nate e Rip reencenando momentos de O Senhor dos Anéis na frente de Tolkien pareceu muito gratuito.

Enquanto isso, Mick, que teve problemas com alucinações com Snart, acaba vendo Snart no campo de batalha da 1ª Guerra Mundial. Acreditando ser outra alucinação, ele começa a discutir com Snart e inadvertidamente explica o plane da equipe para a Lança. Bem, aqui Snart não era uma invenção da imaginação de Mick, mas sim o verdadeiro Capitão Frio, que foi salvo pouco antes da sua morte e agora está trabalhando para a Legião do Mal. E agora a Legião sabe qual é o plano da tripulação da Waverider.

A equipe fica irritada com Mick, deixando claro que não confiam nele. O pior de todos acaba sendo o Stein, sendo que ele ajudou Mick com suas alucinações, logo ele deveria ser compreensível. Então, é claro que Mick iria eventualmente trair o grupo e entregar a Lança à Legião do Mal.

O episódio não foi totalmente ruim. Como sempre, foi bastante divertido,  com alguns bons momentos entre os personagens. Dominic Purcell está fazendo um trabalho muito bom, no momento da sua traição, ter ele chamando Sarah por seu nome foi algo sutil e rápido. Mesmo que o episódio tenha marcado um queda na qualidade do que a podemos esperar da série, com sorte o talento dos atores e excelentes personagens conseguiram compensar algumas das coisas que acabaram deixando a desejar.

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Supergirl: Review de “Star-Crossed”

img_5827-1Esse review contém SPOILERS!!

Você tem certeza que uma série está fazendo um bom trabalho quando consegue compreender o conflito entre dois personagens, chegando até mesmo a sentir empatia por um dos lados ou pelos dois. E “Star-Crossed” faz um excelente trabalho ao nos deixar ver os dois lados da história, de Kara e Mon-El, no que se refere a ele mentir sobre a sua verdadeira identidade, e mesmo a série deixando claro que ele estava errado ao não dizer a Kara que era o Príncipe de Daxam, também fica claro que isso é muito mais complicado do que um namorado mentindo para sua namorada.

Mesmo que as intenções de Mon-El de escolher não contar a verdade para Kara possam ser consideradas egoístas, elas não foram maliciosas. Como tantas outras pessoas, ele queria um novo começo, uma chance de ser alguém diferente de quem ele era antes, não querendo que o seu passado o definisse. Claro, os flashbacks nesse episódio provou e Mon-El admitiu próximo do final do episódio, que ele era um idiota mimado que falhou em ser um bom líder para o seu povo, mas a decisão de Mon-El de retornar para a Terra e lutar ao lado de Kara, mesmo se eles não continuarem juntos, diz muito sobre o quanto ele cresceu desde que foi introduzido no começo da 2ª temporada de Supergirl. Como ele mesmo disse, Kara ajudou ele a se tornar uma pessoa melhor, e fica claro que essa nova versão dele é quem ele realmente quer ser quando ele decide ficar na Terra, em vez de ficar com sua família.

A maneira como Supergirl lida com o novo problema entre Kara e Mon-El foi de longe a melhor parte de “Star-Crossed“, que foi um bom episódio que mesmo parecendo um pouco familiar demais e um pouco apressado. A principal razão para a história de Kara e Mon-El não ter o peso que deveria, vem do fato de já termos visto os dois brigando por causa do modo como Mon-El se comporta várias vezes nessa temporada. Se há uma grande critica a ser feita sobre a 2ª temporada de Supergirl é que a série está tendo dificuldade em decidir como quer retratar Mon-El, em um episódio ele demonstra ser paciente e compreensivo com o que está acontecendo com Kara, e no seguinte ele se mostra ousado e ignorante em relação aos sentimentos de Kara. Ver Mon-El evoluir no personagem que ele se transformou foi gratificante, mas não permitiram que ele e Kara fossem um casal feliz e estável. Se continuarem adicionando drama em qualquer relação, não importa o quão boa é química entre os dois, as coisas vão começar a parecer repetitivas, e dado que essa revelação sobre Mon-El acontece dois episódios depois da última grande briga entre ele e Kara em “Homecoming“, fazendo parecer a repetição de algo que já vimos e não o grande momento que deveria ter sido.

Além disso, as histórias de “Star-Crossed” pareciam lotadas e apressadas, porque esse episódio nos leva ao ao crossover musical de SupergirlThe Flash. Esse episódio acabou parecendo incompleto, com o último ato fazendo o que é preciso para encerrar a trama do episódio antes de introduzir o Mestre da Música de Darren Criss para que ele possa colocar Kara em um transe musical magico.

E mesmo com todos os seus problemas, “Star-Crossed” conseguiu compensar seus erros com os seus acertos, principalmente com a relação entre Kara e Mon-El, assim como estabelece os pais de Mon-El, interpretados por Teri Hatcher e Kevin Sorbo, como antagonistas interessantes para os últimos episódios da temporada. Eles não parecem ser realmente vilões como Astra e Non na 1ª temporada de Supergirl, mas dado tudo que sabemos sobre Daxam, eles provavelmente irão fazer de tudo para ter Mon-El com eles para liderar o planeta deles, não importa o quão nefário seja o que eles precisem fazer para que isso aconteça.

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The Walking Dead: Review de “The Other Side”

walking deadEsse review contém SPOILERS!!

Os últimos episódios de The Walking Dead realmente parecem ser a série tentando compensar pela primeira metade da temporada, e fizeram um bom trabalho na maioria deles. Nada irá conseguir apagar os decepcionantes primeiros episódios da 7ª temporada, mas não se pode negar que mais uma vez a série está indo na direção correta.

O desenvolvimento da trama está sendo chave para a melhora da série nessa segunda metade da temporada. Coisas estão acontecendo, peças estão sendo colocado em movimento, e fica a sensação de que estamos cada vez mais próximos de um grande confronto no final da 7ª temporada. E tem como ter certeza que teremos uma grande morte, e é quase certeza que a série irá perder Sasha, uma vez que Sonequa Martin-Green irá se juntar ao elenco Star Trek: Discovery, como a capitã da USS Discovery.

A inevitável morte de Sasha ficou mais do que claro nesse episódio. Foi uma reviravolta interessante que Sasha e Rosita tenham que trabalhar juntas para matar Negan no finale, essas duas mulheres fortes querem vingança, mesmo que isso custe a vida delas. E foi bom que as duas começaram em desacordo no  começo do episódio, e momentos como quando Rosita vê Sasha usando o colar que ela vez para Abraham realmente ajudou a demonstrar a dor e determinação dessas duas sentem. Isso acaba fazendo com que a camaradagem entre as duas no final do episódio seja algo ainda mais forte, ambas com suas histórias particulares de superação, e dividindo a memorio do homem que ambas amaram.

E também não há como deixar de admirar o momento em que Sasha e Rosita estão discutindo sobre como Abraham merecia ter morrido lutando, resistindo e levando o máximo de inimigos com ele. Essas duas carregaram uma grande dor durante toda a temporada, e estão determinadas a morrer como Abraham deveria ter morrido. Elas estão preparadas para dar suas vidas para garantir que um homem mau não permaneça vivo.

É preciso admitir, que não foi possível prever o sacrifício de Sasha. Esse episódio fez um excelente trabalho em sugerir uma coisa, que as duas haviam criado uma ligação e que iriam fazer tudo juntas, só para desfazer tudo isso nos momentos finais. Sasha dizendo à Rosita que não é o momento dela , certamente foi um momento de partir o coração, mas não tem como ter certeza, pelo logica da história, se também seria o momento de Sasha. Tudo poderia facilmente ter ocorrido de outra maneira, com Rosita percebendo que ela não deveria levar Sasha com ela, e garantindo que ela não vá para o Santuário. Sem dúvida, são as circunstancias da realidade que acabam fazendo com que Sasha se sacrifique.

E se não fosse por isso, seria muito cedo para garantir que Sasha fosse morrer, porque, infelizmente a personagem nunca foi completamente desenvolvida na série desde que ela foi introduzida. Muitos erros foram cometidos nessa temporada, mas não com Sasha. Na verdade, The Walking Dead tem feito um bom trabalho com as personagens femininas, na verdade isso tem sido um trunfo da série. Fica a expectativa que com a saída de Sasha, comecem a focar mais em outra personagem.

Falando rapidamente sobre Maggie, ficou a impressão de que o grande momento dela com Daryl acabou parecendo apressado. Certamente deveriam ter investido mais tempo nessa conversa, com tudo parecendo conveniente demais, principalmente sua compaixão em relação à Daryl, como se TWD estivesse tentando passar por ele o mais rápido possível, desconsiderando os sentimentos que deveriam estar presentes nesse momento. Seria bom se ao menos Maggie tivesse mostrado um pouco de ressentimento, com ela no fundo acreditando é culpa de Daryl que Glenn morreu. Mas em vez disso, vemos ela perdoando Daryl quase que imediatamente, e isso foi um pouco decepcionante. Não como negar que a morte de Glenn foi um dos grandes momentos da temporada, mas o resultado da morte de Abrahma está se mostrando muito mais interessante.

A estreia da temporada deu um momento muito contro verso e difícil de ser superado pelos personagens e pelos os escritores, sendo esse o motivo pelo qual demoraram tanto para fazê-lo. E desenvolver a trama, abordando os resultados de tudo que aconteceu no primeiro episódio foi a melhor maneira de fazer isso. “The Other Side” faz um bom trabalho em nos dar um episódio sobre perdão e ao mesmo preparar terreno para o grande final de temporada, daqui a dois episódios. Fica a expectativa de que The Walking Dead mantenha esse ritmo e não acabe tropeçando em erros que já vimos a série cometendo no passado.

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Review de Iron Fist

Punho_de_Ferro_(série)_-_Logo_2As expectativas para a parceria da Marvel com a Netflix estão no máximo, tendo nos dado três séries e quatro temporadas até agora. Assim sabemos que teremos algo extraordinário, que pode fazer coisas que os filmes não podem. E assim como seus predecessores, Iron Fist estabeleceu um tom levemente diferente, bastante contido, com algumas conexões com as séries anteriores.

Danny Rand, interpretado por Finn Jones, foi dado como morto há 15 anos, depois do avião que levava ele e seus pais desapareceu enquanto sobrevoava o Himalaia. Quando ele de repente aparece em Nova York na porta da empresa que é sua herança, ele acaba encontrando seus amigos de infância, Joy e Ward Meachum, interpretados por Jessica Stroup e Tom Pelphrey, cuidando de tudo. O pai deles, Harold, interpretado por David Wenham, era o mais antigo parceiro de negócios do pai de Danny, e desde o incidente as Industrias Rand estão sendo comandadas pela família Meachum. Então eles não ficam muitos felizes em ver Danny, e eles não têm muitos motivos para acreditar que ele é quem diz ser, e suas afirmações estranhos sobre onde ele diz que estava não ajudam o seu caso. É difícil de acreditar em alguém quando a pessoa diz ter sobrevivido a um acidente de avião e passou 15 anos em uma cidade, que não existe em nenhum mapa, sendo treinado por monges.

Tudo parece mais complicado do que parece, e desenvolver a historia de origem de Danny se prova mais complicado do que as séries anteriores da Marvel/Netflix. Como já era esperado, a origem do personagem principal é apenas insinuada e explorada em partes em flashbacks e explicações. Isso acabou funcionando muito bem com os acidentes das origens de DaredevilJessica Jones Luke Cage, mas quando é preciso mencionar uma civilização secreta, a verdadeira motivação de Danny, enquanto mantém a natureza dos seus poderes obscura, acaba sendo algo difícil de tornar crível. Se ao menos a série tivesse se arriscado e deixado claro se os espectadores deveriam ou não acreditar na história de Danny seria muito melhor, mas acaba tentando fazer os dois ao mesmo tempo, principalmente nos primeiros episódios. Esse realmente teria sido um risco que valeria a pena ter corrido.

Algumas pessoas ficaram com um pé atrás em relação a escolha do ator Finn Jones, mas é preciso admitir que ele traz uma certa qualidade ao papel, e ele faz um excelente trabalho alternando entre uma serenidade quase infantil e surtos irracionais que são esperados de alguém que passou a maior parte da sua vida longe do mundo moderno. Mesmo que as comparação do “herdeiro rico que volta para casa depois de anos treinando/exilado” são inevitáveis, a caracterização de Danny consegue distanciar o personagem do que vimos em Batman Begins, e mais recentemente em Arrow. Sendo fácil de ver como a personalidade de Danny irá se encaixar com o resto dos Defensores quando tivermos The Defenders. Finn Jones acaba sendo ajudado pelo excelente elenco de apoio, e a família Meachum acaba provendo um equilíbrio de ceticismo e confiança com as suas provavelmente sinistras intenções.

Todas as séries da Marvel/Netflix até agora tiveram um personagem secundário que se destaca, e no caso de Iron Fist foi Colleen Wing, interpretada por Jessica Henwick. Rapidamente, Jessica consegue passar a impressão de que conseguiria manter uma série própria, como vimos em Luke Cage com a Misty Knight de Simone Messick. Na verdade, a melhor cena de luta em Iron Fist, pelo menos nos 6 primeiros episódios, não é do personagem que dá nome à série, mas sim de Colleen Wing.

Porém, há algo faltando em Iron Fist. Visualmente a série não impressiona, pelo menos nos primeiros episódios, não tendo o aspecto cinematografico que destacaram DaredevilLuke Cage. Enquanto todas as séries da Marvel/Netflix tiveram problemas com ritmo, e a maioria delas espalhou uma história que poderia ter sido contada em 8 ou 10 episódios em 13 episódios, com as coisas começando muito devagar. Mas em Iron Fist, temos uma lentidão exagerada, as coisas só começam a funcionar e os personagens a se comportar como deveriam mesmo depois do terceiro episódio. Os flashbacks também sofrem com o ritmo, os personagens tomam decisões desconsertantes e acaba ficando a impressão de que a série está somente enrolando.

Parte do problema disso se deve ao fato de Iron Fist sofrer uma crise de identidade, com muito tempo sendo investido no drama corporativo, deixando a impressão de que esse é o foco da série e não os elementos de misticismo e artes marciais. Isso até que poderia ser interessante, mas nada no drama corporativo é intrigante ou interessante o suficiente para conseguir manter a série. É interessante como a série foca tanto em si mesmo, em vez de tentar se apoiar no universo em constante crescimento da Marvel, isso é sem dúvida algo bom, mas precisam nos dar mais do que a história de Danny e que ele é o cara badass que esperam que ele seja.

As coisas melhoram no 6º episódio, um que foi dirigido por RZA do Wu-Tang Clan, que conhece muito bem os filmes de artes marciais. Essa é a primeira vez que a série parece se encontrar e assumir uma identidade, e não é coincidência que nesse episódio a série apresenta uma identidade visual mais forte, assim como conexões de artes marciais mais evidentes. Certamente é o episódio come mais ação, e onde finalmente é revelada a mística do mundo de Danny, e funciona muito bem.

Durante os primeiros episódios, ficou a expectativa para que Iron Fist passasse para o próximo nível, mas isso só foi acontecer no 6º episódio. As séries anteriores da Marvel/Netflix garantiram que Iron Fist merecesse o beneficio da dúvida, e com o que já vimos em DaredevilJessica JonesLuke Cage, há motivos para acreditar que a segunda metade da série compensam pelo tempo perdido. Com sorte, Iron Fist terá somente um começo lento, com um desenvolvimento constante que começa no 3º episódio e começa a ficar bom mesmo no 6º. Provavelmente, Iron Fist é vitima da alta expectativa que foi criada peles projetos anteriores da Marvel/Netflix.

Todo os 13 episódios da 1ª temporada já estão disponíveis na Netflix.

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Arrow: Review de “Checkmate”

Arrow-LogoEsse review contém SPOILERS!!

Finalmente a 5ª temporada de Arrow deixou de enrolar e perder tempo, nos dando um dos melhores episódios da temporada, mesmo tendo os seus problemas. “Checkmate” também conseguiu fazer com que o drama de Oliver como prefeito finalmente parecesse interessante.

O episódio não perdeu tempo em informar para os personagens a grande revelação do episódio anterior de que Adrian Chase, interpretado por Josh Segarra, não era o anti-herói Vigilante, como a sua versão dos quadrinhos. Em vez disso, ele é o novo arqueiro sombrio da série, Prometheus. Oliver descobre isso depois de uma breve viagem para conversar com sua antiga mentora Talia, filha de Ra’s al Ghul. Não é preciso dizer que ela está bastante irritada porque o Arqueiro Verde matou o pai dela, então ela confessa ter treinado Chase. Mas fica a dúvida: porque Talia precisou treinar Chase?! Tendo treinado Oliver e tendo sido treinado por Ra’s ela deveria ser capaz de se vingar sem precisar de  uma outra pessoa fazendo isso por ela. De qualquer forma, Oliver agora está no meio de uma batalha com a pessoa que ele acreditava ser o seu novo amigo na prefeitura.

No entanto, quando ele confronta Chase, ele descobre que o vilão está usando Susan Williams como um escudo humano. Isso criou a possibilidade de Chase andar pelo escritório e provocar a Equipe Arrow abertamente. Arrow já teve vários tipos de vilões, mas a performance de Segarra introduziu algo novo na série. É normal, e até mesmo esperado, que um vilão faça um monologo para o herói mascarado. Mas é raro vermos ele fazendo isso para o herói em sua identidade secreta e fazer isso com o prefeito deu um elemento extra ao vilão.

Chase se mostra um homem dedicado ao seu plano sinistro enquanto usa uma mulher inocente como escudo humano, sendo que esse plano ainda vai ser revelado. E esse mistério acaba sendo o grande trunfo do vilão da temporada. Um momento particularmente interessante foi o confronto entre Oliver e Chase. E depois de ver durante toda a temporada, de Oliver parecendo um inútil no papel de prefeito, foi bom ver esse lado do personagem demonstrar atitude e ameaçar alguém.

Chase mostrou ser o vilão que a série estava precisando, ao matar sua própria esposa. A presença dela no confronto final claramente não era parte do plano, e também fica claro que ele ama sua esposa, mas sua devoção a seu plano é demais para abandona-lo agora. Infelizmente, o episódio não especificou qual era o plano dele, somente revelando que ele quer ajudar Oliver a descobrir quem ele realmente é, seja lá o que isso signifique.

A trama secundaria do episódio envolveu Felicity e o grupo de hackers, Helix. Sinceramente, tudo sobre grupo parece forçado demais, como se não soubesse o que fazer com a personagem agora que ela não está mais em um relacionamento com Oliver e precisaram introduzir esse grupo para dar um sentido a ela. O grupo está servindo como um dispositivo para ajudar a trama a desenvolver. E tudo envolvendo esse grupo está deixando a desejar.

De qualquer forma, “Checkmate” foi o melhor episódio dessa temporada de Arrow, mas considerando a temporada isso não quer dizer muito. Mas não há como negar que esse foi um bom episódio, nos dando um tom de violência e grandes riscos, elementos que haviam sido esquecidos pela série nas últimas temporadas. Chase está se mostrando um bom vilão, chegando perto do nível de Deathstroke, sendo ajudado pelo fato dele ser motivado por algo pessoal, e não simplesmente dinheiro e poder. Mesmo esse episódio apresentando uma incrível melhora, será difícil que Arrow consiga salvar essa temporada, considerando quantos episódios ainda sombram antes do fim.

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Legends of Tomorrow: Review de “Moonshot”

dclegendsoftomorrow-143590Esse review contém SPOILERS!!

Nesse episódio de Legends of Tomorrow a tripulação da Waverider intercepta a missão Apollo 13, para que possam recuperar a última peça da Lança do Destino. Essa é uma série que continua a impressionar a cada episódio com a sua qualidade. A série pode não ser chamativa ou ter os grandes nomes dos quadrinhos como as outras séries da DC/CW, mas é bem escrita e tem boas atuações, conseguindo contar histórias emocionais com sucesso sem se desviar da trama principal.

O episódio começa em 1970, depois de descobrir no episódio anterior que o último fragmento da Lança do Destino foi deixado com o Comandante Gládio, o avô de Nate. E vemos Nick Zano sendo bastante ativo nesse episódio, sendo em boa parte focado nele, e ele fazendo um bom trabalho com essa oportunidade. Nate acaba sendo bastante desenvolvido, sua origem acaba vindo a tona quando acabamos descobrimos sobre o relacionamento entre ele e seu pai, e como essa missão pode ter causado os problemas entre os dois, seu relacionamento com Amaya também é desenvolvido aqui.

Tudo sobre a trama desse episódio funciona muito bem, começando com colocar Matthew MacCaull na NASA na época do projeto Apollo. Tudo nele, das suas roupas, seu comportamento e até mesmo corte de cabelo, se encaixa na imagem clássica do arquétipo do americano da época, e mesmo pelo que descobrimos das dificuldades da família de Nate, é impressionante que Nate ou Henry exageraram tentando compensar por isso. Ambos foram bastante discretos nas suas interações, mas conseguiram fazer um bom trabalho convencendo sobre o relacionamento entre eles que o final do episódio foi emocionantes.

A trama secundária foi bastante leve, mas usou muito um dos pontos fortes da série, a excelente química entre seus personagens, nesse caso Sarah e Rip. Rip está desconfortável com o seu retorno, porque Sarah agora é a líder da equipe, deixando ele sem um papel definido. Isso acaba não tomando muito tempo do episódio. Mas como sempre, a série faz um bom trabalho nos dando muitas informações em pouco tempo sem usar muitas palavras, e no final quando vemos eles brindando juntos, sabemos que esse pequeno arco chegou ao fim.

Sem dúvida mais um excelente episódio de Legends of Tomorrow. “Moonshot” pode ter tido seus problemas e até mesmo algumas coisas que não faziam sentido, mas não há como negar que o episódio funcionou e se encaixou onde deveria. Mas agora fica a dúvida: será que Snart vai mesmo voltar no próximo episódio?!

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The Flash: Review de “Into the Speed Force”

img-1023083-flashEsse review contém SPOILERS!!

The Flash é uma série que parece nem sempre saber o que quer fazer, e as vezes parece reutilizar algumas das suas tramas. Mesmo que a 3ª temporada tenha tido um começo não muito bom, mas acabou conseguindo demonstrar um ótimo desenvolvimento e conseguiu trabalhar com a história de Flashpoint de uma forma única. Porém, quando a série parecia finalmente estar chegando a algum lugar e nos dando algumas ideias interessantes, ela consegue desperdiçar tudo rapidamente. A ameaça de Savitar tem sido constante já há algum tempo, e Barry está fazendo tudo que pode para impedi-lo, mas o personagem está demonstrando uma falta de desenvolvimento que chega a ser frustrante.

Into the Speed Force” apresenta um conceito um tanto divertido, ao ter Barry retornando à misteriosa dimensão  onde aparentemente quase tudo pode acontecer. Sendo algo que a série explorou de maneira rapida em episódios anteriores, mas é uma ótima maneira de abordar qualquer assunto e permitir que Barry aprenda mais sobre seus poderes e a força por trás deles. A Força de Aceleração (Speed Force) adiciona algo a mais à The Flash porque ao contrario dos outros heróis, existe uma força sobrenatural que dá poderes aos velocistas. Esse episódio se diverte bastante com essa ideia e envia Barry em uma jornada para confrontar pessoas do seu passado que sacrificaram suas vidas para o bem maior, mas também por causa dos erros de Barry.

É sempre bom ver rostos familiares como Eddie, Ronnie e Snart retornando, mas esses personagens representam muito mais. Foi surpreendente que o personagem começasse logo com Eddie, mas ele é o perfeito exemplo de alguém que se sacrificou por causa de eventos que envolviam Barry. Mesmo que não tivesse como Barry prever que Thawne fosse vir do futuro atrás dele, mas Eddie não teria se envolvido se não fosse por Barry. Todos sacrificaram suas vidas, enquanto Barry continua conseguindo tudo que ele sempre quis. A Força de Aceleração parece estar tentando ensinar uma lição à Barry sobre tentar fazer com que tudo seja perfeito, o que é algo que ele e precisa já faz um bom tempo.

Mesmo que todos os personagens que retornaram se sacrificariam novamente, o problema é que Barry ainda não chegou a um ponto de altruísmo em que ele faria o mesmo. Até mesmo no episódio anterior, “The Wrath of Savitar“, Barry fica parado assistindo Wally ser sugado pela Força de Aceleração enquanto gritava pedindo por ajuda. O personagem pode ter ótimas características, mas ele ainda não cresceu o suficiente para assumir o papel de líder, e essa temporada tem sido sobre isso. The Flash nos dá um personagem divertido e fácil de se gostar, mas o grande problema de Barry é que sua natureza egoísta acaba dominando sua personalidade as vezes.

Não se pode negar que Barry ainda precisa aprender muito para crescer e se desenvolver como herói. O engraçado é que mesmo em “Into the Speed Force“, Barry não tem qualquer intenção de ficar no lugar de Wally. Ele simplesmente presume que irá encontrar uma forma de quebrar as regras, o que mostra a confiança que o personagem possui em si mesmo, mas reforça o quanto ele é ingenuo e também o quanto ele precisa crescer. Foi divertido ver tantos velocistas no episódio, mas a inclusão de Jay no final foi um dos melhores momentos, por causa do significado por trás disso. A crença de Jay em Barry é algo agradável, porque passa a impressão de que ele sabe que Barry irá se tornar um grande herói, Jay ajuda Barry sendo um modelo que faz os sacrifícios necessários para garantir um futuro melhor.

Tudo sobre esse episódio foi ótimo, até os momentos finais. O jornada na qual Barry é enviado é muito importante, e tem muito significado, mas, mais uma vez, com uma decisão errada quase arruinou o episódio. Barry passou vários episódios tentando ser mais inteligente que o destino ao pedir Iris em casamento, acreditando que iria mudar as coisas o suficiente para salvar ela. Mesmo com Iris dizendo a Barry que ele agora manchou a relação deles por ser egoísta, usando a proposta de casamento como uma ferramenta na luta contra Savitar, ele então decide fazer o oposto e terminar com o amor da sua vida. Isso é decepcionante porque Barry deveria ser mais espero do que isso, e também mostra que a CW e sua necessidade por drama estão afetando a série. Isso estragou o que estava sendo um bom episódio e faz Barry parecer um verdadeiro idiota.

Into the Speed Force” faz um bom trabalho em continuar mostrando Barry com todas as suas falhas e tudo que aconteceu como um resultado dele ter se tornado o Flash. O personagem está enfrentando o seu desafio mais difícil, mas não pode haver simpatia por ele, uma vez que ele criou tudo isso no começo da 3ª temporada ao agir por pura emoção. Ser um super-herói requer muita responsabilidade e é um grande peso a ser carregado, e ter a habilidade de se conter racionalmente e não usar seus poderes de forma egoísta é o que separa os heróis dos vilões. Com o momento da morte de Iris se aproximando, fica a expectativa de que Barry pare de brincar e comece a agira de forma racional para tentar resolver o problema e deter Savitar em vez tomar decisões idiotas, uma atrás da outra.

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The Walking Dead: Review de “Bury Me Here”

walking deadEsse review contém SPOILERS!!

The Walkind Dead conseguiu algo inusitado, nos dando um segundo excelente episódio seguido. Isso acaba criando a esperança de que em seus episódios finais, a 7ª temporada consiga compensar os erros cometidos em sua primeira metade. Os dois últimos episódios fizeram um bom trabalho mostrando que TWD é muito melhor sem Negan e o peso de ter que adaptar os quadrinhos. A segunda metade da temporada tem feito um excelente trabalho em se distanciar da abordagem de adaptar diretamente os quadrinhos, e só por isso já mostrou uma melhora tremenda.

E o mais importante, “Bury Me Here” foi o primeiro episódio focado no Reino que realmente valeu a pena. Antes, os episódios do Reino parecia deslocados, principalmente “The Well“, provavelmente porque aconteceu logo na sequencia do sombrio e violento primeiro episódio da temporada. Também não ajudou o fato de que depois da introdução, a primeira metade da 7ª temporada praticamente não investiu tempo em Ezekiel e seus súditos.

Mas, “Bury Me Here” acabou sendo um passo na direção certa para fazer com que nos importemos com esses personagens. Tivemos bastante investimento na tensão entre Richard e os Salvadores, e isso finalmente teve um resultado nesse episódio. No final, Richard consegue começar uma guerra entre o Reino e os Salvadores, mesmo que as coisas não acabem saindo exatamente como ele esperava. Enquanto alguns possam dizer que Richard é um mártir não compreendido, é preciso admitir que ele não conseguiu ter uma perspectiva geral até o final. Richard tem uma visão singular, uma instabilidade interna que descobrimos ser causada pela morte da sua própria família, e é isso que causa a morte de Benjamin.

Sinceramente, não foi uma surpresa que Benjamin acabou morrendo nesse episódio. O fato dele nunca ter desenvolvido alguma importância marcou o personagem para morrer antes do final da temporada. Quando vemos um personagem jovem, sem importância mas cheio de esperança, ele está fadado a não durar muito tempo. E não ajudou muito que gostou de Carol e queria aprender com ela, afinal, sabemos que jovens personagens não acabam muito bem quando passam muito tempo juntos com Carol.

Falando em Carol, finalmente tivemos um episódio que deu algo para ela fazer, e isso foi ótimo, mesmo que não tenha sido muito. Ao menos vimos ela matando alguns walkers, e com uma placa de transito. Melissa McBride continua a ser um dos destaques do elenco, e ela mostra o seu melhor em cenas com Lennie James e Norman Reedus. Fica a expectativa para que a amizade pouco provável dela com Morgan continue, mesmo indo para o exílio.

A breve recaída de Morgan acabou sendo um pouco forçada. É compreensível que a morte de Bejamin tenho feito Morgan ter flashbacks, e que um pai nunca realmente supera o trauma de perder um filho, mas pareceu exagerado quando ele enlouqueceu e atacou Richard. A mudança de Morgan fez sentido para a trama mas não para o desenvolvimento do personagem. Não havia a duvida de que Morgan iria matar novamente, havia um indicativo disso toda vez que alguém o lembrava que ele precisava matar para sobreviver, mas o modo como isso foi executado pareceu forçado. Mas também, ele se manteve passivo por tanto tempo na temporada, que era questão de tempo antes que explodisse, mas pareceu repentino.

No geral, “Bury Me Here” fez um bom trabalho de finalmente vender o Reino como um lugar que possamos querer visitar novamente. E também faz um bom trabalho em desenvolver a trama. Esse episódio não perdeu tempo, o que é algo impressionante, principalmente se lembramos quanto tempo a série já desperdiçou na primeira metade da temporada. Esse episódio serviu para provar que coisas que funcionaram para TWD no passado como, histórias originais que se distanciam dos quadrinhos e episódio com duração padrão, ainda funcionam. Fica a impressão de que a série finalmente está recuperando seu equilíbrio. Porém, o melhor a ser feito aqui é esperar pra ver se as coisas irão continuar assim por mais tempo, ou pelo menos até o final da temporada.

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The Flash: Review de “The Wrath of Savitar”

img-1023083-flashEsse review contém SPOILERS!!

É difícil de imaginar como essa série poderia se aprofundar ainda mais na essência do Flash, uma vez que nos últimos dois episódios tivemos Barry viajando para uma Terra paralela para lutar em uma cidade populado por gorilas inteligentes, e em seguida tivemos os gorilas invadindo a Terra e lutarem contra três velocistas. Mas então, temos Wally, Jessie e Barry treinando no começo do episódio. Qualquer combinação deles é incrivelmente divertida, especialmente Barry e Wally, que parecem bastante proximos, como as suas versões nos quadrinhos.

Porém, essa união não dura muito, afinal, estamos em um momento da temporada onde tudo precisa dar errado para que os heróis possam ser desafiados e triunfar. E também tem o fato do episódio se chamar “A Ira de Savitar”, então podemos prever que esse será o episódio em que o grande vilão irá retornar. Wally tem tido visões de Savitar, a equipe continua tentando encontrar uma maneira de deter ele, e a equipe acaba não conseguindo. E com isso, The Flash acabou deixando evidente o maior ponto fraco da série: que para desenvolver a trama, seus personagens extremamente inteligentes precisam ser incrivelmente idiotas. E todos acabaram sendo alvos dessa falha da série nesse episódio. Barry conecta Julian no aparelho para se comunicar com Savitar duas vezes, mesmo não tendo como saber como o aparelho poderia se conectar com a Força de Aceleração (Speed Force), mas só falar com Savitar pode ter ajudado a libertar ele, e Barry fez com que todos fizessem isso ao pedir que confiassem nele. Então descobrimos que Caitlin estava guardando um pedaço da “Pedra Filosofal” para tentar se livrar de seus poderes, mesmo sabendo que é disso que Savitar precisa para se libertar. E então, Wally, que estava alucinando com Savitar, resolve que irá resolver tudo e que o resto da equipe não precisa ser incluída nisso. É muito frustrante quando a série chega tão perto da perfeição, mas não consegue desenvolver a trama sem transformar seus personagens em idiotas.

Como sempre, o elenco funcionou muito bem, e podemos ver uma legitima amizade entre todos eles, sendo interessante como Tom Felton se encaixou aqui tão perfeitamente, mas o destaque vai mesmo para Tom Cavanagh e Jesse Martin. Eles não apareceram por muito tempo, mas foi através deles que a emoção do resto do elenco foi focada e amplificada. A reação de Joe ao anuncio de noivado de Barry e Iris e subsequentemente quando descobre que Barry só propôs para mudar o futuro, foram ambas verdadeiras e honestas, e HR como sempre foi hilário, mas quando foi preciso ele estava lá quando Jessie desmaiou em seus braços, no final do episódio.

E falando no final do episódio, ele será realmente importante para o resto da temporada, mas já que envolve muita especulação baseada em conhecimento dos quadrinhos. Vemos Wally ficando preso na Força de Aceleração, depois de Savitar provocar ele. Vale lembrar que Wally escapar da Força de Aceleração foi ponto central da trama do Rebirth da DC. E Savitar havia dito que um dos amigos iria trair Barry, mas na verdade vemos dois fazendo isso, Caitlin mantendo o pedaço da “Pedra Filosofal” e Wally usando o pedaço para libertar Savitar.

No geral, esse foi mais um bom episódio, e assim como nas duas temporadas anteriores as coisas parecem ficar melhor quando o final se aproxima. Mas também a série parece se perder um pouco, mas não o suficiente para afetar a o excelente trabalho que foi feito até aqui.

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