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Game of Thrones: Review de “Dragonstone”

Game_of_Thrones_title_cardEsse review contém SPOILERS!!

A espera finalmente acabou. O inverno finalmente chegou!! Game of Thrones  retornou para animar o final dos nossos domingos, e no último episódio, Daenerys estava a caminho de Westeros, junto com os irmãos Greyjoy, os Tyrells e as Sands para levar a luta até Cersei e reivindicar o Trono de Ferro.

Cersei não só derrotou o Alto Pardal, mas depois de usar o fogovivo, ela agora assumiu o trono, graças ao suicídio de seu filho Tommen. E seu irmão/amante, Jaime não está nada feliz com tudo isso.

Arya começou sua vingança e matou Walder Frey depois de lhe servir pedaços dos próprios filhos em uma torta de carne. Sam chegou na Cidadela para aprender a ser um Maester e como deter os Caminhantes Brancos. Jon Snow foi coroado Rei do Norte pelas grandes famílias do Norte, e agora sabemos que ele na verdade é o filho de Lyanna Stark e Rhaegar Targaryen!!

Antes mesmo da abertura, as coisas ficaram rapidamente animadas. O episódio começou com o que parecia ser um flashback, com Walder Frey dando um dando um jantar comemorativo com sua família. Enquanto ele propõe um brinde, é possível perceber que as coisas não são o que parecem ser. Quando “Walder” começa a falar sobre como eles mataram os Stark durante o Casamento Vermelho, pode-se notar que ele parece um pouco amargurado quanto a isso. Então os membros da família Frey começam a engasgar e vomitar sangue. Acontece que, não era Walder, mas sim Arya usando o rosto dele, e ela sozinha eliminou toda família Frey. Sobrando somente uma das servas de Walder, que foi poupada por Arya e ela lembra à garota que: “O Norte se lembra”.

Enquanto isso, Cersei está agora mais paranoica do que nunca. Tendo superado todos os seus inimigos em Porto Real na 6ª temporada, ela agora é a Rainha e está pronta para se livrar de todos que se oporem a ela. Seu irmão Jaime está começando a notar a mudança nela, e pela menção dele da morte do filho mais novo deles, e como ela reagiu a isso, mostra como ela está louca com o poder.

Quando conhecemos Jaime pela primeira vez, sete temporadas atrás, ele era uma pessoa arrogante, que muitos desejavam a morte depois do primeiro episódio da série, e sua irmã era a pobre esposa de Robert Baratheon. Mas agora as coisas mudaram. Ela agora é o foco do ódio dos espectadores da série, e agora todos esperamos que Jaime cumpra a profecia de que Cersei será morta pelo seu irmão mais novo. Enquanto eles discutem sobre seus inimigos, e Jaime é bem direto e simples. Eles não tem aliados. Eles tem inimigos em todos os cantos de Westeros prontos para ataca-los, e nenhum amigo. Foi quando Cersei revela que um novo amigo apareceu, Euron Greyjoy.

Ainda não vimos muito de dele, exceto alguns episódios da temporada passada, a chegada de Euro em Porto Real mostra que ele será uma pedra no sapato de todos. Ele obviamente que o Trono de Ferro, e propõe uma aliança com Cersei através de casamento. Fica bem claro que ele não gosta de Jaime, fazendo comentários sobre o fato de ter duas mãos e que talvez Cersei gostasse do ato de matar um irmão, como ele fez, mas isso também poderia ser relacionado a Tyrion. Mas Euron precisa provar seu valor, afinal, ele é das Ilhas de Ferro, onde todos estão sempre dispostos a trair seus aliados. E ele promete retornar com um presente para provar sua lealdade.

No Norte, Jon está lidando, mais uma vez, com a realidade de ser um líder. Ele que já foi bastardo que ficou de fora do banquete quando Robert visitou Winterfell, agora não só é o Senhor de Winterfell, mas também o Rei do Norte. Durante um encontro das famílias do Norte, eles discutem sobre o que fazer com as famílias que ficaram do lado de Ramsey durante a Batalha dos Bastardos. Porque Jon sabe que o exercito dos mortos chegará em breve, uma vez que o inverno finalmente chegou, ele decide que todas as transgressões estão perdoadas. A maioria das pessoas concordam com isso, exceto Sansa.

Sansa desafia a decisão de Jon abertamente durante a reunião do conselho, uma vez que ela acredita que as famílias que ficaram do lado de Ramsey não deveriam manter suas terras por traição. Fica claro que, mesmo os dois sendo parentes, Sansa aprendeu a ser implacável e pragmática devido a seu tempo com Cersei e Mindinho. Isso pode acabar levando algumas pessoas a pensar que talvez ela esteja mais preparada do que Jon para o trabalho de líder, mas é preciso lembrar como Jon já teve experiencia com isso como Senhor Comandante, enquanto Sansa só observou pessoas que colocam suas necessidades acima de qualquer coisa. Ela faz um bom trabalho ao lembrar a Jon que ele parece muito com Ned e Robb, e qual foi o destino dos dois. Jon envia os “selvagens” para a Muralha para serem a nova Patrulha da Noite em Atalaialeste do Mar, e também aconselha que homens, mulheres e crianças devem ser armados e treinados para enfrentar o exercito dos mortos, algo que agrada Lady Mormont.

E falando sobre a Muralha, vimos que os Caminhantes Brancos estão vindo para o Sul. Vimos o Rei da Noite, seus tenentes e sua horda de mortos, que incluem gigantes. Bran, que pode ver tudo, graças aos seus poderes de Corvo de Três Olhos, chegou à Muralha, onde ele encontra com Edd Doloroso. Bran reconhece ele, e lhe diz que ele sabe sobre Durolar, o que rapidamente deixa Edd assustado. Isso é o suficiente para convencer ele a deixar Bran e Meera passarem pelo portão. Vale lembrar que existe a teoria que quando Bran passasse pela Muralha ele iria anular a magia que impede os mortos de passarem, uma vez que ele estaria conectado com o Rei da Noite. Teremos que esperar para ver se essa teoria se mostra verdadeira.

Na Cidadela, Sam tem um trabalho completamente horrível. Vemos uma montagem de Sam recolhendo e limpando comadres de Meistres doentes, e depois servindo sopa para as pessoas. Tudo que ele quer fazer é ir para a seção restrita, que somente Arquimestres têm acesso, e descobrir algo que possa deter os Caminhantes Brancos. Ele finalmente toma coragem, roubar uma chave e pega alguns livros emprestados. Ele e Gilly acabam descobrindo sobre uma grande quantidade de Vidro de Dragão, uma das poucas coisas que podem matar Caminhantes Brancos, estão guardadas em Pedra do Dragão. Ele manda uma carta para Jon sobre a localização, mas não antes de encontrar com Jorah, que graças a Escamagris está sendo mantido em uma cela.

O Cão de Caça tem viajado com a Irmandade Sem Bandeiras, enfrentando o inverno. Eles precisam de um lugar para acampar durante a noite, e encontram uma velha casa. Alguns fãs devem se lembrar que ele roubou os habitantes dessa casa enquanto mantinha Arya como prisioneira, algumas temporadas atrás. E a família que ele considerou fraca, era mesma fraca.

Com o Cão de Caça encontrando o corpo deles, fica claro que o pai matou sua filha e depois a si mesmo. Essa é uma das primeiras vezes que Sandor Clegane vê as consequências das suas ações. Um Sandor cheio de remorso acaba enterrando os corpos, e até tenta fazer uma oração mas acaba não se lembrando. E como ele está com um grupo que adora o Senhor da Luz, mesmo ele tendo medo de fogo, eles pedem que ele encare as chamas e diga o que ele vê. Isso não só deixa o Sandor Clegane cheio de medo, mas ele realmente tem uma visão do exercito dos mortos, e para onde eles estão indo.

Arya acaba encontrando um grupo de soldados Lannisters, que acabam se mostrando boas pessoas. Eles não fazem nada contra ela, na verdade eles tratam ela muito bem, oferecendo comida e até mesmo rindo do que eles acreditam ser uma piada sobre ela ir para Porto Real matar Cersei.

Em Pedra do Dragão, Danny chega no antigo castelo da sua família. Ele estava sendo mantido por Stannis, mas agora ele está morto, mesmo que ainda não tenhamos visto um corpo, não tem mais ninguém no castelo. A Mãe de Dragões chega em sua casa ancestral, indo até a sala de guerra que era usada por Stannis, e foi construída por Aegon, o Conquistador. A única coisa que ela diz é: “Vamos começar?!” E ela está pronta para conquistar Westeros.

No geral, a 7ª temporada de Game of Thrones, começou com confiança e um gosto agridoce. Sim, como toda estreia de temporada, esse episódio teve o problema de ter que explicar e estabelecer muita coisa. Mas a última fala de Daenerys fala para Tyrion é uma promessa, tanto para os fãs como para os Lordes dos Sete Reinos, que terão suas vidas vidas invadias por fogo de dragão. O fim está próximo, e está mais do que na hora de começar a cumprir as promessas que foram feitas na 1ª temporada. Os dragões chegaram, os mortos se aproximam, e Dany finalmente está em Westeros. Ela nunca conheceu Westeros, e não sabemos o que ela irá fazer agora. Mas esperamos que nos últimos 12 episódios de Game of Thrones, ela finalmente quebre a roda.

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Fear The Walking Dead: “The Unveiling” & “Children of Wrath”

fear-the-walking-dead-logo-650x400Esse review contém SPOILERS!!

Dependendo da pessoa, o apocalipse pode significar coisas diferentes. Para alguns, ele é visto como uma grande revelação, um tipo de julgamento em que os impuros são removidos. Para outros, o apocalipse é um grande cataclismo repentino que acaba colocando um fim na civilização. E também tem aqueles que estão preparados para o fim dos tempos, que vêem o fim da civilização como uma grande segunda chance. A beleza de séries como Fear The Walking Dead é que temos uma visão detalhada dessas perspectivas. Se o apocalipse é bom ou ruim depende de como você encara as coisas, no final tudo depende de você e de como você se adapta. E o mesmo pode ser dito sobre costumes sociais. Seja você um nativo-americano, libertário ou qualquer coisa entre isso. Justiça depende de que lado você está e de como você encara as coisas. E um novo começo também depende do seu passado, e o que você pretende deixar no passado.

É preciso elogiar FTWD por tentar nos dar tudo isso nessa 3ª temporada. Até agora, já foram desenvolvidas questões raciais de uma maneira que The Walking Dead nunca conseguiu. Primeiramente, parece que Troy Otto e sua milicia estão levando o patriotismo longe demais, ao matar os refugiados mexicanos quando eles atravessam a fronteira. Mas já ficou claro que o preconceito deles não é só contra mexicanos, mas sim todos que não são da mesma cor que eles, principalmente nativo-americanos. Para homens como Jeremiah Otto, o mundo pode ter terminado, mas antigos conflitos e crenças continuam. A família Clark se infiltrou no meio desse conflito. Uma coisa é ficar do lado dos Otto para sobreviver, mas uma vez que os riscos ficam claros, permanecer no rancho não é mais aceitável. E mesmo assim eles continuam. E para piorar, Madison começa a ter um papel ativo em cometer crimes contra a tribo Black Hat. Piorando ainda mais, é o fato de que ela não se importa em que lado do conflito ela está. A sede dela por sobrevivência depende da sociedade da qual ela faz parte. E isso não é bom o suficiente, Madison só liga para a sobrevivência imediata da sua família, ela não se importa com conflitos ou o bem maior.

A disputa entre os rancheiros e a tribo Black Hat se resume a terra, quem a tem e quem pode defendê-la. Jeremiah afirma que a terra é legalmente dele, e isso é verdade no papel, mas cemitérios sagrados estão dentro das fronteiras do rancho. O que acabou levando ao primeiro desentendimento, e em seguida ao primeiro sangue derramado. O ódio deles, primeiramente, parece dois lados da mesma moeda. Porém, vemos que Jeremiah é motivado pelo racismo contra os nativos, acreditando que são um povo que merece viver na miséria. Walker, por outro lado, é motivado pela raiva devido a profanação do último lugar de descanso de seus ancestrais. Jeremiah adoraria se a tribo Black Hat fosse obliterada, enquanto Walker só quer justiça. Por isso ele se mostra disposto a negociar com Jake para evitar uma guerra. E momentaneamente, parece que a paz está ao alcance deles.

Até Madison se envolver. Ela não está interessada em compreender ou resolver o conflito, em vez disso ela parece querer piorar as coisas. Alguns pode dizer que Madison é uma personagem complicada, abrasiva e difícil de compreender, ela também faz escolhas questionáveis, que tem raízes em sua atitude egoísta, que acaba causando a morte de pessoas. Na temporada anterior, tudo foi para encontrar Nick, um garoto que estava perdido muito antes do apocalipse. Nessa temporada, a atenção de Madison estava em proteger Alicia, não importando o custo. Isso não seria um problema se essa temporada fosse somente a sobrevivência da família Clark, mas na verdade, a 3ª temporada de FTWD foi sobre a família Otto.

Compreensivelmente, não convinha à AMC mudar completamente o foco da série para uma nova família de sobreviventes, mas, tinha maneiras melhores para integrar o elenco principal de sobreviventes no novo grupo. Uma vez que a verdade sobre o racismo na rancho ficou obvia, ficou cada vez mais difícil de se importar com alguns dos seus habitantes. A logica ditaria que a família Clark acabaria se tornando o destaque, mas a tribo Black Hat acabou se destacando e chamando mais atenção. Walker matar a equipe de busca do rancho e o destino desagradável de Phil McCarthy, deixou as coisas em favor do rancho, mas isso mudou imediatamente uma vez que Troy matou os Trimbols.

E se tornou impossível de se importar com Madison depois que ela chantageou Troy para acabar as negociações. E começou a se tornar possível odiá-la, depois que ela roubou o relicário de Walker. Ao fazer isso, a série acabou impossibilitando que lidassem com a natureza toxica do racismo, reduzindo isso a dispositivos da trama. Isso acabou tornando esses episódios decepcionantes. E a morte de um fanático não significa o fim de uma mentalidade.

Dito isso, Michael Greyeyes faz um excelente trabalho como Qaletqa Walker. Ele é volátil, variando entre magnanimidade e fúria violenta, de uma maneira que aprofunda o personagem. Dayton Callie é igualmente bom como Jeremiah, nos dando um patriarca incrivelmente falho, que está lutando para manter o controle em um mundo que está claramente se tornando cada vez mais fora de controle. O seu confronto final com Madison foi um dos melhores momentos do episódio. Mas o verdadeiro destaque do episódio foi Colman Domingo. Ele encontrar o Abigail foi inesperadamente comovente. Agora somente um navio fantasma, o iate é um simbolo de uma época agora esquecida. Mas é a improvável conversa de Strand com um cosmonauta russo, foi um dos melhores momentos da série. Os dois se conectam são só porque são sobreviventes, mas também pelo amor pela literatura, diminuindo a distancia entre eles ao citar Wilde e Chekhov. E o cosmonauta condenado, nos dá a melhor frase da série: “O mundo não vai morrer até que você morra”. Em outras palavras, as trevas não irão tomar conta enquanto houver uma vela permanecer acesa.

Agora começa a espera pelos episódios finais da temporada, que só irão chegar somente em 10 de Setembro.

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Preacher: Review de “Damsels”

o-preacher-serie-tv-facebookEsse review contém SPOILERS!!

Esse episódio teve muitos momentos excitantes, como ver Eugene novamente, e finalmente podermos ver Pip Torrens como Herr Starr. Mas certamente, o pobre Eugene ganha o destaque, dado que ele passou um tempo no inferno.

Mas antes disso, é preciso falar da continua busca de Jesse por Deus, quem, a série não para de nos lembrar, está fazendo falta no Paraíso. O que nos levou à Nova Orleans nesse episódio. E é claro que havia um pouco do absurdo decadente previsível, e sob as luzes de neon e os colares de conta, algo sinistro espreitava. Claro, isso se refere a presença de uma ordem religiosa fanática conhecida como Graal. “Damsels” não mostra muito da ordem, só o suficiente para manter que não está familiarizados com os quadrinhos e que ficaram curiosos sobre o homem de roupas brancas e o cantor de Jazz que está conspirando com eles. É possível presumir que o Graal encontrar com Jesse é uma mera coincidência, mas o grosso arquivo na mesa de Starr sugere o contrário. Jesse pode se virar em uma briga, mas o Graal é o maior do que qualquer coisa que ele já enfrentou.

E bastante obvio que Lara não é o que parece, dado seu grande interesse na habilidade de Jesse de parar o caminhão. E ela ser tão evasiva só chama mais atenção. O fato de Jesse usar o Genesis, mas não só uma vez, mas duas, é pura idiotice, dado que o uso desse poder atrai o Santo dos Assassinos para ele. Pode-se dizer que é o fato de não poder usar o poder que acaba causando o uso excessivo, mas talvez, Jesse simplesmente não consiga resistir à manipular as pessoas. Não por maldade, mas porque para ele, voltar para Nova Orleans significa lembrar de um momento em que ele era impotente para se proteger. Tivemos alguma ideia sobre o passado de Jesse, nessa e na temporada anterior, e fica a expectativa que a série mostre mais da infância dele, como nos quadrinhos.

Quanto a Tulip, voltar para Nova Orleans não é nada agradável para ela. Ela se envolveu com a pessoa errada, e agora essa pessoa rastreou ela. Jesse não sabe o que realmente está perturbando Tulip, uma vez que ele tem os próprios problemas. Casidy está muito mais consciente do estado mental de Tulip, mas não há muito que ele possa fazer para ajudá-la. É difícil de dizer qual é o maior problema para ela, ser encontrada por Victor, ou que as coisas não estão bem entre ela e Jesse. No final, parece que Victor é o problema mais imediato. Já vimos Tulip superar problemas antes, mas essa não é a mesma Tulip do começo da série. Ela tem mais motivos para viver, o que significa que ela tem mais a perder agora.

O que finalmente nos leva ao pobre Eugene. Assim como o Santo dos Assassinos na temporada passada, Eugene está sendo forçado a reviver seus piores momentos. Duas tentativas mal sucedidas de suicídio, a sua e a de Tracy Loach, agora são o seu inferno particular, cortesia do próprio Inferno. E descobrimos que o Inferno é um tipo de eternidade institucionalizada, onde os condenados não são mais do que uma série de números para os seus detentores anônimos.

Sabemos que no fundo Eugene é um bom garoto, e que foi apenas o Genesis agindo através da raiva de Jesse que mandou ele para o inferno na 1ª temporada. E além dos momentos ocasionais de remorso, Jesse não parece se importar muito com a situação de Eugene. E isso é um problema, se devemos torcer por Jesse, enquanto ele continua sua busca por Deus. Sim, ele tentou trazer Eugene de volta, sem sucesso, mas Jesse não tem gastado muito tempo tentando desfazer seu erro.

Independentemente dos erros que Eugene cometeu, ele merece uma segunda chance. Ele não precisa virar uma maquina de matar imparável como o Santo dos Assassinos. Sua desfiguração já era um inferno, e agora, ele está sendo equiparado a Hitler.

Foi bom ver Annville novamente, mesmo que tenha sido pelas terríveis lembras de Eugene. A futilidade de tentar recolher o material cerebral foi igualmente desagradável e doloroso de assistir. Ian Colletti realmente faz um bom trabalho vendendo esse momento trágico, e carrega todo flashback apenas com um brilho de esperança, e perda, em seus olhos.

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Fear The Walking Dead: Review de “Red Dirt”

fear-the-walking-dead-logo-650x400Esse review contém SPOILERS!!

Esse episódio tem drama familiar de sobra, apresentando uma família cheia de problemas. O conflito é ótimo para a perspectiva de desenvolver uma história, quanto mais conflito melhor. O problema aqui, foi que os Ottos deveriam ser o foco do episódio, mas eles tiveram que dividir o centro do palco com a família Clark. Se esse não tivesse sido o caso, esse poderia ter sido facilmente o melhor episódio da temporada. A família Otto está, lentamente, se tornando um parte essencial da série, assim como a comunidade que chama o rancho deles de lar. E a família Clark deveria ser apenas testemunha disso, em vez de elementos essenciais para a sobrevivência do rancho.

Um exemplo disso foi a debriefing da missão. Jeremiah repreende Troy por ser desleixado, por se deixar levar por sua sede de sangue. O que não é um problema. Mas não há motivo, além da necessidade da trama, para que Madison estivesse presente em uma discussão da família. A cena teria funcionado muito melhor, e teria mais peso, se ela não estivesse presente.

Mas é preciso dar credito aos escritores por usarem essa cena para abordar a questão racial, uma questão que havia sido levantada no começo da temporada. Nick falou sobre isso com Jeremiah no episódio anterior, “Burning in Water, Drowning in Flame“, e agora foi a vez de Madison fazer o mesmo. É preciso admitir que essa conversa poderia ter sido melhor, e mais forte, se tivesse acontecido entre os membros da família que possuíam ideologia incompatíveis, mas em vez disso temos Madison mais uma vez ultrapassando seus limites. No processo, vemos mais do verdadeiro Jeremiah, um homem que não reage muito bem ao que ele considera “julgamento liberal”.

Sua avaliação  da reserva Black Hat pode ser meio brusca, mas também não é nada gentil. Não para descrever as realidades de um povo indígena empobrecido, forçado a viver na miséria, as marges das terras que antes eram deles. A falta de compaixão ou compressão da ironia de Jeremiah que causou esse destino acabasse caindo sobre a tribo dos Qaletqa Walker. Ele reforça isso ao insistir que a reserva já era um inferno cheio de viciados antes do apocalipse.

Até mesmo Vernon Trimbol, um dos pais fundadores do rancho, entende que violência gera violência. Ele sabe que o rancho não é seguro, e está pronto para pegar sua família e partir. E aqui, mais uma vez, temos outro monto forte da história, um que questionou a lealdade contra a sobrevivência, família contra comunidade. Também questionou a existência de limites de propriedades criadas por leis agora irrelevantes. Tribunais pode ter mantido a tribo em cheque, mas não mais. Porém, mas uma vez, a família Clark acabou se intrometendo em uma história que deveria ser somente da família Otto.

O confronto entre Troy e os Trimbols é imediato. Para ele, eles não só estão desistindo do rancho, estão desistindo dele e do sangue que ele derramou para manter a comunidade existindo. A explicação de Jeremiah para a mudança repentina de Vernon não consegue ser convincente.

De qualquer forma, o confronto no portão quando os Trimbols tentam sair foi um dos momentos mais dramáticos do episódio. A família Otto está em guerra com ela mesma devido a ideais que não fazem mais sentido no esquema atual das coisas. O que era considerado certo ou errado, justo ou injusto, foi severamente distorcido depois que os mortos tomaram a maior parte da população. Mas, Jeremiah parece muito apegado nos seus costumes, muito confortável com seus preconceitos, para ser verdadeiramente um protetor eficaz para sua família ou qualquer outra pessoa no rancho.

Quanto a Troy, no fundo ele ainda é um pequeno garoto, que nunca conheceu uma vida fora do rancho. Mike, filho de Vernon, foi uma parte importante da sua infância isolada, ficando ao lado de Troy, não importando a dificuldades que enfrentavam. E é a traição de Mike que realmente atinge ele. Daniel Sharman faz um excelente trabalho nesse sentido, nos mostrando Troy vulnerável e ferido, mas de alguma forma mais forte por causa disso. Mais uma vez, Troy lidar com o êxodo dos Trimbols teria sido melhor se ele não tivesse que dividir o foco com membros da família Clark. E o mesmo poderia ser dito sobre se o destino dos Trimbols tivesse sido descoberto somente pelos Otto. Ou simplesmente se as circunstancias da morte macabra dos Trimbols tivesse permanecido ambíguas.

Claro, é mais importante fazer com que esse conflito entre as famílias perca parte da sua força para que seja somente sobre a mentira de Madison. De alguma forma, agora depende de uma recém-chegada salvar uma comunidade da qual ela não faz parte. Mesmo que a família Clark seja a protagonista da série, eles não precisam estar envolvidos ou serem o motivo para tudo que acontece. As cenas entre Troy e Jeremiah foram algumas das melhores do episódio, e em momento algumas pareceram forçadas como as cenas de Madison com os Ottos. Tudo só tende a melhorar, para os momentos e personagens, com o foco sendo tirado da família Clark, pelo menos um pouco.

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Doctor Who: Review de “The Doctor Falls”

Doctor-Who-logoMais uma vez, Moffat nos deu um excelente e memorável final de temporada, o que faz a espera pelo episódio de Natal ainda mais excruciante. Com “The Doctor Falls” tivemos a conclusão do arco dos Cyberman que foi iniciado no episódio anterior. Assim como a resolução de Nardole, Bill e ambos Mestres. E um fim prolongado para o Doutor.

Agora, o episódio teve os seus problemas. O principal acabou sendo o mesmo do episódio anterior, ao colocar o foco em Bill e a situação dela em vez de em outros elementos. Sinceramente, não houve nada que convencesse que o episódio precisava de meia hora extra, mas acabaram fazendo um bom trabalho com esse tempo que ganharam.

O episódio começou com o tipo estilo que Moffat introduziu na série. O Doutor rapidamente revertendo a situação contra seus inimigos, e nesse caso, uma situação impossível. Com os Cyberman, tanto Mondasian e modernos, ameaçando matar todos na nave. O Doutor, Bill, Nardole e os Mestres precisam descobrir uma maneira de deter eles.

Uma coisa precisa ser dita, Capaldi realmente irá fazer falta nessa série. Das versões atuais do Doutor, ele foi, sem dúvida, o melhor. Fica a expectativa para que ele resista ao teste do tempo. O discurso que ele faz para os dois Mestres, sobre ser gentil, foi ótimo. Rivalizado somente pelo seu discurso em “Zygon Inversion” sobre guerra e paz. Então, no final, quando ele está negando sua regeneração, porque ele sabe que não pode continuar fazendo isso, é excelente.

Agora, algumas podem reclamar que essa revelação foi muito súbita. Mas é preciso lembrar que já havia perdido Clara, e ele nem podia lembrar completamente dela devido aos eventos da última temporada. Então ele prometeu manter Bill viva, mas ele falhou. Ele já viveu por mais de 2000 anos. Ele está cansado, ele já perdeu muitas pessoas e não há como culpa-lo por começar a ver a regeneração mais como uma maldição do que uma benção.

Quanto aos Mestres, os dois juntos foram realmente divertidos, e estranhamente desconfortante, mas de uma maneira que fez sentido. Eles roubaram o episódio, toda vez que eles estavam presentes, mas eles não apareceram muito. E também, o “final” deles foi épico e fiel ao personagem, e acabou colocando um fim a um arco que Moffat estava desenvolvendo nessa temporada. Será que Missy poderia ser boa?! Mas agora nunca saberemos, aparentemente.

Quanto a Bill, ela teve um final surpreendente, com a garota de “água” de “The Pilot” apareceu para salvar ela e leva-la para através das estrelas. Isso foi um obvio Deus Ex Machina, mas foi bastante bom, e conseguiram explicar com sucesso porque isso aconteceu.

Nardole nunca foi um personagem marcante, na verdade, ele sempre foi bastante esquecível, mas é possível admirar o final dele. Agora, de algum modo, ele irá salvar as pessoas da nave dos Cybermen. E ele tem uma namorada. Clara. Porque não?!

Quanto ao final, O PRIMEIRO DOUTOR!! Isso havia sido indicado por um tempo, mas ver isso acontecendo dessa maneira foi incrível. Tomara que o Natal não demore muito para chegar.

No final, “The Doctor Falls” não foi um episódio perfeito. Mas não deixou de ser um bom episódio, que amarrou um monte de pontas soltas e preparou terreno para uma última grande aventura de Capaldi.

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DC: Warner pode fazer live-action de Entre a Foice e o Martelo

Superman-Red-SOnA Warner Bros. pode estar aberta à possibilidade de produzir uma versão live-action do clássico, Superman: Entre a Foice e o Martelo, ou Superman: Red Son. E uma recente conversa no Twitter entre Mark Millar e o diretor de Kong; A Ilha da Caveira, Jordan Vogt-Roberts, indica que isso pode realmente acontecer.

Para aqueles que não sabem, Entre a Foice e o Martelo é uma história do Superman escrita por Mark Millar, que revela o que teria acontecido se o Superman tivesse sido criado na União Soviética. Publicado em 2003, a história foi amplamente elogiada por fãs e críticos.

E aqui podemos ver a conversa entre os dois no Twitter..

 Nessa conversa, Jordan Vogt-Roberts afirmou ter sugerido um filme de Entre a Foice e o Martelo para a Warner meses atrás, dizendo que essa seria “a coisa mais punk rock que o DCEU poderia fazer” na opinião dele.

Isso sugere que a Warner Bros está realmente começando a se mostrar aberta para expandir o universo de filmes da DC, principalmente se está cogitando em ir além das histórias convencionais do Superman. Ainda é muito cedo, e a ideia pode acabar não saindo do papel. Porém, até antes dessa história se tornar publica ninguém acreditava na possibilidade de um filme live-action de Entre a Foice e o Martelo se tornar realidade. Mas agora, a Warner parece estar conversando com diretores sobre isso.

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Preacher: Review de “Mumbai Sky Tower”

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Mumbai Sky Tower” supostamente é a segunda metade da estreia de duas partes da estreia da 2ª temporada, e não há como negar que esse foi o melhor episódio dos dois. Sim, fomos surpreendidos por mortes impressionantes e sangrentas, mas em “Mumbai Sky Tower” tivemos um componente existencial interessante que não tivemos em “On the Road“. Com isso, “Mumbai Sky Tower” acabou deixando ainda mais forte o começo da nova temporada de Preacher, porém, isso não mudou o fato de que o episódio teve seus problemas.

Como, porque demorar para que Jesse, Tulip e Cassidy descobrissem o destino de Annville?! Foi estranho que isso só tenha sido insinuado em “On the Road“. Talvez porque fosse mais importante estabelecer a viagem dos três do que Tulip saber que seu tipo morreu no explosão. Mas em “Mumbai“, Tulip não só está de luto, como também tem que lidar com o segredo potencialmente sombrio do seu passado. Além disso, não teve somente a proposta de casamento de Jesse, mas a própria ideia de matrimonio. Ficou a impressão de que sua tristeza devido a morte do pobre Tio Walter completou seu curso durante esse episódio, enquanto seu encontro com Gary terá ramificações significativas durante a temporada. Quanto ao casamento, ela e Jesse tem um romance, mas não parece ser o tipo que acaba em casamento. E uma personagem como Tulip não pode se deixar ser definida pelos seus relacionamentos.

Quanto a Jesse, não era esperado que ele lidasse com a rejeição tão bem. Isso diz muito sobre a confiança dele no relacionamento, ou talvez ele não seja um cara muito sentimental. Por agora, o maior problema dele continua sendo fazer com que o Santo dos Assassinos para de perseguir eles. Isso é compreensível, uma vez que o Santo tem o habito de deixar uma trilha sangue por onde ele passa. Ainda bem que o Genesis não tem efeito nele, na verdade, Genesis acaba servindo como um sinalizador atraindo morte e destruição para Jesse. Essa foi uma reviravolta interessante, isso significa que Jesse e seu grupo irá ter seu bicho-papão particular por um bom tempo.

O episódio também contou com o anjo Fiore, que nos deu a crise existencial. É compreensível que o dilema único dele mereça ser o foco principal do episódio, mas fica a dúvida se ele tivesse sido introduzido no episódio anterior não teria melhorado o primeiro episódio. Mais uma vez, estabelecer a busca por um Deus fugitivo e rebelde é mais importante para a temporada do que nos apresentar a um anjo abandonado, que apesar de todos os seus esforços, é incapaz de morrer. Essa incapacidade de morrer é utilizada como efeito cômico, porém há uma aspecto interessante em ser forçado a viver mesmo contra sua vontade. Ele nunca será feliz até conseguir o que ele mais deseja. Ou pelo menos até ele encontrar paz. E é Jesse, usando o Genesis, que finalmente concede anistia ao anjo.

Enquanto isso, é interessante ver Fiore em seu caminho inesperado ao estrelato, lembra a jornada de Eugene para se tornar uma mega-celebridade nos quadrinhos. Aqui foi mais merecido, enquanto o estrelato de Eugene nos quadrinhos surge do nada e acaba não levando a lugar nenhum. Quanto a encontrar a verdadeira felicidade, Fiore encontra paz graças ao Santo dos Assassinos.

Fiore tem uma triste história, cheia de emoção, mas a história do Santo dos Assassinos é igualmente desoladora. Ele simplesmente quer recuperar Genesis, nada mais. Assim que ele fizer isso, ele poderá reencontrar sua esposa e filha. Até lá, trabalho é trabalho, e ele irá fazer de tudo para encontrar Jesse Custer.

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Preacher: Review de “On the Road”

o-preacher-serie-tv-facebookEsse review contém SPOILERS!!

Por todo o tempo e energia que a 1ª temporada de Preacher investiu em estabelecer a pequena cidade de Annville, a série basicamente apertou um botão reset no final da temporada. As únicas pessoas que conseguiram escapar com vida de Annville foram Jesse Custer, Tulip O’Hare e Cassidy. E Eugene, que acabou escapando por estar preso no inferno. Também tem o Santo dos Assassinos, um força sobrenatural imparável, que é um combinação de Clint Eastwood e o Exterminador. Então, enquanto Jesse está determinado a atormentar Deus e o Santo dos Assassinos está determinado a encontrar Jesse.

Parece bastante simples. Mas nessa temporada, Jesse sabe dos seus poderes e sabe para onde ele precisa ir, mas não antes da estreia nos mergulhar de cabeça novamente no mundo da série. E como era esperado, tivemos uma grande quantidade de violência e gore. Um homem inocente teve sua língua arrancada; Tulip usa os intestinos de um homem como um sifão de gás. E são momentos assim que fizeram a 1ª temporada de Preacher ser única, e é bom que eles continuaram na 2ª temporada.

On the Road” se centrou na viagem do trio para o amigo de Jesse, Mike, um estudioso religioso interpretado por Glenn Morshower. Assim como Jesse, ele é um homem de Deus, mas fica rapidamente obvio que Mike possui um lado negro. Um exemplo disso sendo uma garota chamada Ashleigh presa em uma gaiola na sua garagem. Jesse é rápido para descartar as preocupações de Tulip, ao declarar que não é da conta deles. Porém, Tulip não é facilmente dissuadida. Ela fica perturbada pela descoberta inesperada, como qualquer pessoa sã ficaria. Mas esse o universo de Preacher, onde moralidade varia de acordo com o momento e a necessidade. Aprisionar uma pessoa para cura-la de seus péssimos hábitos é tão questionável quanto usar poderes sobrenaturais para controlar a mente das pessoas.

O uso constante que Jesse faz do poder de Genesis também perturbam Tulip. Talvez se Jesse não abusasse de seu poder isso não seria um grande problema, mas ele parece ter usado a voz mais vezes nos primeiros 10 minutos desse episódio do que em toda 1ª temporada. E Tulip está certa, usar o poder de Genesis para manipular as pessoas o tempo todo não é engraçado, e é injusto. Um poder como esse acaba sendo mais interessante quando ele não é usado constantemente, como nos quadrinhos, onde Jesse algumas vezes esquece de usá-lo.

Então, enquanto o temível Santo dos Assassinos de Graham McTavish lentamente fecha o cerco sobre o trio, o trio segue uma trilha de migalhas de pão deixadas por Deus, enquanto ele anda pela Terra. Nesse caso, a trilha acabou levando a um clube de strip-tease, onde Ele aparentemente decidiu apreciar um pouco de Jazz. Isso pode não ter acontecido nos quadrinhos, mas faz sentido na série. O detalhe mais importante do Todo-Poderoso é que apenas um olhar dele é capaz de fazer com que você cague nas calças. Mesmo isso sendo engraçado não deixa de ser assustador. E esse equilíbrio de estranho e desconfortável que resume Preacher.

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Fear The Walking Dead: Review de “Burning in Water, Drowning in Flame”

fear-the-walking-dead-logo-650x400Esse review contém SPOILERS!!

Burning in Water, Drowning in Flame” foi um episódio com muita coisa acontecendo, pulando entre quatro histórias. E cada história estava repleta de combinações estranhas de personagens, a primeira foi Daniel e Strand. Esses dois não deveriam estar juntos, principalmente em uma viagem de carro através do México pós-apocalíptico. Esses dois formam a dupla menos eficiente, talvez porque Strand não é mais o personagem que era na primeira temporada, e agora se tornou desagradável. Strande deixou de ser o personagem interessante e legal, que era na 1ª temporada, durante a 2ª temporada, quando descobrimos sobre o seu passado. Agora que a verdade foi revelada, só é possível ver ele como o covarde mentiroso que ele é. E logo se percebe que para cada Daniel Salazar, temos um Victor Strand nesse mundo.

E depois do excelente “100“, ver Daniel como um passageiro nesse episódio acabou sendo decepcionante. Sua atitude mais decisiva nesse episódio foi abandonar Strand na Rosarita, que agora está tomada pelos mortos. Mas fora isso, ele foi um mero peão, sendo facilmente enganado por Strand. Para onde Daniel vai agora?! Será que ele vai voltar para Efrain e Lola na represa?! Ou ele irá tentar encontrar Ofelia?!

E mesmo essa parte do episódio não tendo sido a melhor. Nick e Alicia brilharam em suas respectivas histórias. Cada um lidando com seus próprios demônios.

Mas antes disso, o mistério sobre quem derrubou o helicóptero foi desvendado, mas não antes de Madison e Troy fazerem uma descoberta horrível. Eles não só encontraram a equipe de busca do rancho que estava desaparecida, mas também, Phil, o líder da equipe. Ele estava empoleirado em uma cadeira, falando coisa sem sentido enquanto um corvo sua massa cinzenta exposta. Isso foi um pouco perturbador, de uma maneira diferente de qualquer outra coisa no universo de Walking Dead. Ver Phil incapacitado de uma maneira tão horripilante é um exemplo dos horrores do dia-a-dia do fim dos tempos, como é só questão de tempo para todos acabarem sendo vitimas de alguma criatura. Mas também serve um exemplo do conflito existente entre o rancho e o pessoal de Walker. Walker, que um é nativo-americano, vê o apocalipse como um meio de recuperar a terra que é legitimamente dele. Então é apenas questão de tempo até o pessoal de Walker e de Otto entraram em guerra, e os Clark sendo pegos no meio de tudo.

O que nos leva a Nick, que tem um momento interessante com Jeremiah sobre a natureza do vicio e superar erros dolorosos. E o fato dessa conversa acontecer nos restos de uma casa carbonizados é adequado, dada as vidas destrutivas que ambos viveram. Ambos de tiveram que perder quase tudo, antes de poderem se reconstruir. E agora, eles também devem reconstruir esse mundo destruído. A visão de Nick é cheia de esperança, e um pouco ingenua. Ele acredita que a humanidade deveria se unir para luta contra os mortes, para conseguir sobreviver. Jeremiah rejeita essa ideia, sugerindo que em tempos como esses, as pessoas mostram o seu pior lado. Em outras palavras: proteja os seus. Nick finalmente aborda o elefante que está na sala desde o começo da temporada, sobre Luci ter que ir por não ser branca. Jeremiah evita uma resposta direta, mas deixa entender que raça é uma questão importante na dinâmica da família Otto. Então não é uma surpresa quando Luciana vai embora..

E por um tempo pareceu que Alicia também iria partir, de modo a deixar essa existência terrena. Ela é uma personagem interessante e forte, já tendo provado que pode se virar sozinha contra dos mortos, salvando não só a si mesma, mas também os menos capazes. Mas agora, seus próprios pensamentos sombrios estão trabalhando contra ela, deixando com uma imunidade contra otimismo. Isso não impede ela e Jake de dormirem juntos, mas impede ela de aceitar um livro de poesia que dá nome ao episódio. Alicia não vê mais sentido em ler poesia. Em um mundo onde os mortos caminham pela terra, ler livros não é uma prioridade.

O fatalismo de Alicia é compreensível, mas os pensamentos e ideias do passado não devem ser esquecidos. Se esquecermos de nós mesmos, esquecermos quem somos e de onde viemos, se isso acontecer, sobreviver o dia-a-dia acaba se tornando o minimo, nada mais. O que nos leva a pergunta de Alicia: Qual o sentido?! Jake entende que eles não podem abandonar os artefatos culturais que lhes dão luz e esperança. Nesse sentido, ele não se parece em nada com seu pai. Assim como Nick, ele sabe que já mais na vida que morte e destruição.

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Doctor Who: Review de “World Enough And Time”

Doctor-Who-logoEsse review contém SPOILERS!!

Em “World Enough And Time” vemos o quanto Stephen Moffat gosta do passado de Doctor Who. Mas isso pode ser um problema as vezes, e é por isso que apesar de ser o penúltimo episódio de Capaldi como o Doutor, esse não foi um episódio muito bom.

A configuração foi brilhante, demos uma espiada na regeneração de Capaldi, e ele não parece nada feliz sobre isso. E Moffat certamente tem um motivo para ter feito isso. A ideia do Doutor dar a Missy uma chance de ser boa e ver isso foi bastante interessante, porém não aprofundaram nisso, colocando o foco em Bill.

Esse foi outro caso de uma boa premissa, personagens misteriosos e interessantes, tratando sobre a percepção de espaço tempo, Bill tecnicamente morrendo e o Doutor falhando em salvar ela. Tudo isso foi brilhante. Mas depois passar o resto do episódio focando na nova vida de Bill, depois que ela foi ressuscitada, foi decepcionante e entediante.

E algo que também prejudicou bastante esse episódio foi o fato de já sabermos o que estava por vir. Previews do episódio e da temporada, assim como trailers revelaram tudo que teríamos nesse episódio. O retorno dos Cyberman Mondassian, os originais, John Simm como o Mestre, já haviam sido mostrados. Até mesmo a arte promocional para o episódio mostrou os dois Mestres juntos. Qual o sentido de ter uma surpresa se vão estraga-la?!

Mas o pior mesmo foi o fato dos últimos episódios de Capaldi, ele só teve uma boa cena, que foi com flashback com Bill e Nardole onde ele falava sobre como ele queria salvar Missy dela mesma. Foi uma excelente maneira de mostrar a amizade entre esses dois, algo que sempre foi mencionado durante as temporadas, e também colocando um pouco de profundidade nesse relacionamento. Como Capaldi falou sobre o pacto que eles fizeram de ver todas as estrelas. Mas foi apenas isso.

Esse episódio foi mais sobre Bill, e mesmo sabendo que ela talvez também não retorne na próxima temporada, mas ela já recebeu bastante atenção durante a temporada. Seria bem melhor ver o Doutor poder brilhar nos últimos episódios da temporada, principalmente quando são os últimos episódios do ator.

Mas não há como negar que foi interessante ver Missy e o Mestre se unindo no final. Fica a expectativa o que irá acontecer no próximo e último episódio da temporada.

Então, o que pode acontecer?! O Doutor terá que ir contra dois Mestres, uma legião de Cybermen Mondassian, e sabemos que algo irá acontecer para fazer com que ele se regenere. E agora começa a contagem regressiva para o último episódio de Peter Capaldi como o 12º Doutor e para a introdução do 13º Doutor.

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