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Gotham: Review de “A Dark Knight”

GOTHAMEsse review contém SPOILERS!!

Depois de uma longa espera, Gotham finalmente retornou. Quando a última temporada terminou, o destino de vários personagens havia ficado no ar, e mudanças estavam acontecendo em Gotham City. A estreia da 4ª temporada cumpriu a promessa de mudança. E agora, os fãs que reclamavam dessa ser uma série do Batman sem o Batman não vão ficar mais decepcionados, uma vez que “A Dark Knight” nos dá a primeira versão do Cavaleiro das Trevas da série.

O primeiro episódio da 4ª temporada de Gotham parece muito com uma combinação da trilogia do Cavaleiro das Trevas de Nolan e a 1ª temporada da série. As últimas duas temporadas de Gotham foram realmente divertidas, parecendo muto mais com os quadrinhos e menos como os filmes do Batman. Até agora, essa temporada parece algo completamente diferente, e isso não parece uma coisa ruim. No primeiro episódio, vimos Bruce Wayne vestindo uma mascara e lutando contra o criminosos, o Pinguim abertamente cometendo crimes, o Espantalho criando pânico, e Gordon sendo o único policial disposto a se rebelar contra o status quo. Tudo isso faz com que o episódio pareça com um filme do Batman para TV. E para isso, alguns ajustes precisam ser feitos.

A boa noticia é que, os melhores elementos da série continuam presentes. O Pinguim continua sendo um complexo mestre do crime, muito bem interpretado por Robin Lord Taylor. Harvey Bullock está um pouco mais descontente, mas ainda divertido e adorável. David Mazouz e Camren Bicondova parecem ter envelhecido 10 anos, em termos de maturidade. Todos os personagens continuam interessantes como sempre, e a série continua envolvente como sempre.

O maior problema da série talvez seja que ela está começando a se levar muito à sério. A Trilogia do Cavaleiro das Trevas foi excelente, mas seria uma pena se a série começasse a tentar se tornar uma copia dela para TV. Pelas entrevistas dadas pelo elenco na SDCC, parece que vários dos heróis estarão muito mais pé no chão nessa temporada, o que é algo preocupante. Ainda assim, uma das melhores partes da 1ª temporada de Gotham foi lidar com o submundo do crime, então há muito potencial com o Pinguim e sua trama da “licença para cometer crimes” na 4ª temporada.

No final, Gotham começou sua 4ª temporada com o pé direito. O começo para um novo estilo tem seus méritos, mas os benefícios à longo prazo deverão se concretizar. De qualquer forma, esse foi um excelente episódio, e também um dos melhores da série até o momento.

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Fear The Walking Dead: Review de “La Serpiente”

fear-the-walking-dead-logo-650x400Esse review contém SPOILERS!!

Fear The Walking Dead retornou fazendo com que nos importássemos novamente com Madison. E “La Serpiente” não faz isso por reforçar sua teimosia ou sua falta de visão. Ela continua tão determinada e espinhosa como sempre, e ela ainda é ferozmente protetora da sua família. Mas é Victor que consegue tirar Madison da sua casca. Sem Travis, talvez ele seja a única pessoa no mundo que não só consegue entender ela, mas também se importa com ela. Isso não quer dizer que Nick e Alicia não amem a mãe deles, mas com Strand não existe nenhuma bagagem familiar para lidar.

Há muitos lados de Madison, como há da maioria das pessoas, e a maioria dos personagens de Fear The Walking Dead. Cada personagem tem a versão de Madison que ele precisa. Se você é fraco ou medroso, ela preenche o vazio com bravura excessiva. Se você quiser fazer mal à família dela, então ela irá querer fazer mal a você. Se você ajuda ela, então ela irá te ajudar. E Strand se encaixa nessa última categoria, e ao fazer isso, ele ganha a confiança de Madison. E com a confiança vem a honestidade.

Dado as suas escolhas, se Madison fosse querer algo para si nesse novo mundo terrível, seria para viver o resto dos seus dias no rancho. E Victor não iria falhar com seus amigos. Kim Dickens e Colman Domingo possuem uma química que facilita as coisas e ajuda seus personagens. Quando eles estão juntos, seus personagens parecem desprotegidos.

Então, mais uma vez, é dar tempo para que Madison respire, sinta se cansaço e reflita sobre suas motivações. “La Serpiente” também acerta em permitir questione essas mesmas motivações, duvide da lealdade de Madison, e chame a atenção do seu continuo egoismo. Porque, até agora, os escritores de FTWD permitiram que Madison estivesse a salvo de qualquer senso ou decência comum. Walker fica tão alarmado pela falta de honra dela, que está disposto a tirar o controle da fazenda das mãos dela, assim como ela estava disposta a tirar o controle das mãos dos Otto. O povo de Walker vem em primeiro lugar, a sobrevivência da família de Madison não importa para ele. Em outras palavras, o que vai volta.

Mas Walker não é o único criticando Madison. Ela continua pensando pequeno, colocando a necessidades de seus dois filhos antes de todos os outros. Lola chama a atenção dela quanto a isso, que está tentando salvar uma cidade à beira de uma revolta. Mas Lola não é um monstro, ela oferece a chance para Madison de trazer sua família para a represa, onde eles podem ganhar a vida trabalhando. No entanto, esse acordo não é suficientemente bom para Madison. Além disso, ela parece estar tendo dificuldade em entender a lealdade de Daniel para com a mulher que salvou a vida dele. Na verdade, a ideia de lealdade para com outras pessoas parece uma ideia completamente absurda para ela.

Há mais nesse apocalipse que apenas os Clark ou o rancho, obviamente. “La Serpiente” acerta em deixar o Rancho de lado em favor de focar na Barragem de Gonzalez. Com a Barragem, temos um conjunto diferente de personagens e problemas que não tem nada a ver com o racismo. E mesmo que seja interessante que FTWD esteja abordando um tema atual, o modo como faz isso, é por muitas vezes forçado. Com a Barragem, a série tem uma oportunidade de explorar outros temas, como a necessidade de água que muitos tem e os poucos que a controlam. Já vimos esse tema ser explorado em Mad Max: Estrada da Fúria, Lola pode não ser como Immortan Joe, em relação a proteger a água. Mas fica a dúvida se a represa irá permanecer inteira até o final da temporada. Fica a expectativa para que sim, uma vez que já está ficando cansativo ver os Clark deixando um rastro de morte e destruição por onde passam. Retornar para o Rancho com água é um passo na direção certa, mas certamente essa será uma vitória que não irá durar muito para ambos os lados do acordo.

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Preacher: Review “The End of the Road”

o-preacher-serie-tv-facebookEsse review contém SPOILERS!!

A adaptação da AMC dos quadrinhos da Vertigo, Preacher, tem tomado uma série de liberdades com o material de origem, enquanto ainda se mantinha fiel à sua essência. Nos quadrinhos, o escritor Garth Ennis e o desenhista Steve Dillon focaram na teologia, sexualidade, o oculto, o alto custo da imortalidade, entre muitas outras coisas. A série da AMC fez basicamente o mesmo, ampliando ainda mais a subversão e perversão inerentes de Preacher toda semana, com resultados mistos. Nessa temporada, fomos introduzidos à transações de alma, hemorroidas comestíveis e um ataque mortal de drone em Harry Connick Jr. A 2ª temporada da serie também nos deu a ideia de orações armazenadas e um Hitler gentil e bondoso. O fato dos personagens principais já estarem bastante desenvolvidos por ótimos atores ajudou, mesmo que em alguns momentos dessa temporada o roteiro não os ajudaram muito, como o PTSD de Tulip. Mas quando essa temporada estava a todo vapor, Preacher era um verdadeiro espetáculo. “The End of the Road“, que dá uma conclusão confusa, violenta, acabando com algumas pontas soltas, mesmo que isso acabe criando outras. Eugene recuperou sua liberdade, mas a busca por Deus continua, nada disso é particularmente surpreendente. O que acontece com Denis e Tulip, no entanto, é inesperado.

Já era claro que Eugene iria sair do Inferno. A série nos lembrou diversas vezes durante a temporada que ele não pertencia com os piores dos piores. O que certamente foi o motivo pelo qual Hitler ajudou Eugene a escapar. Que Hitler se julga indigno da liberdade, faz sentido. Ele pode ser um homem diferente agora, mas ele não pode desfazer as atrocidades que ele cometeu. Se sacrificar para salvar Eugene é sua única boa ação. Contra todas as expectativas, Preacher conseguiu transformar Hitler em um personagem trágico e vulnerável. Mas Eugene é o personagem mais vulnerável e trágico da série. Não tem outro motivo para ele insistir tanto na redenção de um dos dos maiores monstros da história. Claro, uma vez que Hitler voltar a ser o que era, será fácil de imaginar que ficar no inferno era o que fazia ele ficar bom. Porém, nunca iremos saber.

Embora não seja tão ruim quanto Hitler, Denis é outro demônio que foi solto no mundo graças a boas intenções. E alguns podem argumentar que talvez o monstro errado tenha encontrado seu fim no final do episódio. E o fim de Denis, mesmo que já fosse esperado a muito tempo, foi inesperadamente horrível. O relacionamento de Cassidy com seu filho acabou gerando algum drama convincente, devido a boa parte à Joseph Gilgun. Ele fez com que o dilema moral de Cassidy crível e confiável. Na verdade, Cassidy provavelmente teve o arco mais completo de qualquer outro personagem nessa temporada. Ele não só estava lidando com o fato de ser um pai, ele lutou com sua crescente sede de sangue. Esses dois conflitos culminaram em seu filho, cuja sede de sangue fica maior a cada dia.

Se Cassidy tivesse sido mais presente na vida de seu filho, talvez Denis tivesse se tornado um vampiro diferente, ou tivesse mais controle sobre seus impulsos. Mas, assim como Hitler, nunca saberemos que tipo de pessoa Denis poderia ter sido. Seu horrível fim lembrou a morte de Alnold Toht, com seu rosto derretendo, em Os Caçadores da Arca Perdida, mas de maneira bem pior. Mas é preciso admitir que a cena da imolação da varanda foi fantástica.

No episódio anterior, “On Your Knees“, vimos Jesse, Tulip e Cassidy reunidos em um jantar tranquilo, envolvidos em uma conversa espirituosa. A camaradagem entre eles não era apenas obvia, mas realmente boa. Isso nos faz ver Jesse, Tulip e Cassidy como uma equipe novamente. Então, ver nesse episódio Jesse e Cassidy literalmente tentando matar um ao outro, é uma surpreendente reviravolta.  As intenções de Cassidy são boas, mesmo se um pouco mal colocadas. Ele e a Tulip são amigos, mas ele quer muito mais do que a amizade dela. Quaisquer que sejam seus motivos, a cada segundo, cada batimento cardíaco é crucial. Gilgun faz um bom trabalho convencendo quanto a dor, confusão e desgosto de Cassidy, enquanto ele luta contra seus desejos, como homem e vampiro. No final, Jesse e Cassidy não são amigos, eles são rivais.

Com sorte, Preacher ainda tem um truque na manga. Tem uma opção de ressurreição, que aponta o caminho para o passado de Jesse, enquanto a AMC planeja a 3ª temporada da série, que nos dará mais da misteriosa Vovó L’Angelle. O Graal pode ter sido deixado de lado por agora, mas em posse de um pedaço da alma de Jesse, é Herr Starr quem tem todas as cartas.

Agora só nos resta esperar pela 3ª temporada de Preacher.

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Fear The Walking Dead: Review de “Minotaur” & “The Diviner”

fear-the-walking-dead-logo-650x400Esse review contém SPOILERS!!

A natureza abomina o vácuo, principalmente quando é de poder. Com a morte de Jeremiah Otto no final do último episódio, originou uma parceria desconfortável entre as duas facções. De uma lado temos os Walker e a tribo de índios norte-americanos. Do outro, Jake e Troy Otto, com o resto da milicia dos Otto. Isso é uma receita para o desastre, e isso fica obvio para quem conhece Troy Otto.

Nick se encontra como o líder da milicia dos Otto, enquanto Ofelia é a voz da razão para da tribo de índios norte-americanos. Uma vez que ambos os lados se encontram sem líderes, Jake está se recuperando do envenenamento por antraz, enquanto Walker decidiu ir em uma missão para conseguir água com Madison, a paz vai de desconfortável para ficar oscilando à beira de uma guerra.

Não é uma má ideia ter Madison afastada, uma vez que por alguma razão, as pessoas dão ouvidos a ela. No entanto, Walker deixar o grupo é uma péssima ideia, uma vez que sem ele, seu grupo parece bem propenso à violência. O lado dos Otto da fazenda também é muito violento, porque Jake não é um líder muito eficaz, e Troy, o irmão a quem os membros da milicia davam ouvidos, foi afastado do grupo. Ele é perigoso, como vimos com ele se envolvendo em um tiroteio contra vários homens armados antes do seu banimento, e ainda permitiram que ele vagasse pelo deserto em vez de matar ele.

É preciso dar crédito ao ator Daniel Sharman, devido ao ar de super-vilão que ele está dando à Troy. Vemos ele arregalando os olhos e rindo loucamente, e quando Troy aparece em uma alucinação para ajudar Nick, parecia como algo que Troy realmente faria, mesmo se fosse para atender a necessidade de Troy de morrer em um momento de gloria.

Também é preciso dar crédito ao trabalho que fizeram no reencontro de Strand e Madison em “The Diviner“, que teve um ressonância emocional solida. Eles são personagens falhos, e agora possuem uma conexão pois ambos perderam entes queridos. Ver Strand em um estado tão pobre é um tanto divertido, se comparado com os seus primeiros momentos na série, preso em uma jaula em um centro de concentração do governo. Strand, e Colman Domingo funcionam melhor quando estão em uma posição de fraqueza, porque de alguma forma, Strand consegue transformar sua franqueza em uma força.

O modo como o diretor de “Minotaur“, Stefan Schwartz, e o diretor de “The Divider“, Pablo Cabezas,  desenvolvem tensão é interessante e divertido de assistir. Troy, sendo fiel a sua natureza, usa outros para fazer seu trabalho sujo, deixando ele livre para reagir com violência; ele não é um mártir, mas ele está se martirizando o suficiente para solidificar o apoio de antigos membros da milicia no rancho. O fato de eles terem voltado para Nick não foi nada além de um mal-entendido do seu método, mas isso deixa Nick em uma posição de força para negociar, e quando ele toma atitudes para o bem do grupo, mantém o seu pessoal na linha e permite que ele compense qualquer ação precipitada de Troy. Nick s move lentamente, e seu grupo se move com ele, porque ele está fazendo um trabalho bom o suficiente para manter eles na linha. Quando as coisas parecem que vão ficar esquentadas, Nick está lá para ser o líder e guia que seu grupo precisa, guiando eles em uma direção mais pacifica.

Paz não irá durar, paz nunca dura, principalmente quando alguém como Troy está preparado para retornar, com sede de vingança. Já teve muito sangue derramado, e muitos limites foram cruzados, para que os dois grupos tenham sido colocados juntos. Não importa o quão bem eles trabalharam juntos cavando um poço no final de “The Diviner“. É apenas questão de tempo.

Se não for por pressão interna, serão forças externas que irão separar eles. Pessoas podem se unir por uma causa comum, como não morrer de sede, mas eventualmente todos os problemas irão ressurgir. Troy certamente irá fazer com que isso aconteça e então irá tentar retomar a fazenda da sua família.

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Preacher: Review de “On Your Knees”

o-preacher-serie-tv-facebookEsse review contém SPOILERS!!

Um dos muitos pontos fortes de Preacher é a sua inclinação para diálogos estranhos e espirituosos. Quando permitem os personagens a serem eles mesmos, quando os atores realmente caem de cabeça nesses papeis, é quando a magia de verdade acontece. E vemos muita dessa magia em “On Your Knees“, graças ao excelente trabalho do diretor Michael Slovis e os escritores Sam Catlin e Rachel Wagner. Sam Catlin escreveu os dois primeiros episódios da temporada, que balancearam ação exagerada, que inspirou momentos de pura loucura, “On The Road“, e surpreendente importância, “Mumbai Sky Tower“. E Michael Slovis dirigiu o excelente “Finish the Song” da temporada passada, que nos mostrou as origens do Santo dos Assassinos. Então, faz sentido que com pessoas desse nível trabalhando no episódio que “On Your Knees” tenha sido um destaque tão bem-vindo nessa segunda metade da temporada. Preacher não tem estado em um mau momento, porém, esse no episódio foi uma injeção de adrenalina que se mostrava necessária.

Já faz um tempo desde a última vez que vimos Jesse, Tulip e Cassidy apreciando a companhia uns dos outros. De fato, eles não têm se dado muito bem durante boa parte da temporada. Esse atrito prejudicou o momento da série, quase tanto quanto a busca por Deus. Claro, cada um deles tem enfrentado adversidades, de uma criança em dificuldade a stress pós-traumático a pais ausentes. Mas ao libertar o Santo dos Assassinos do seu túmulo subaquático, a série também libertou Jesse, Tulip e Cassidy de suas prisões pessoais. Sabemos que o Santo está focado em Jesse, mas fica a expectativa para ver as interações dele com Tulip. De fato, Tulip é forçada a enfrentar seus demônios, no sentido mais literal, tendo que se defender mesmo tendo sido dolorosamente superada. Essa é a Tulip que conhecemos e amamos na primeira temporada, uma mulher confiante, insensata e que age sem pensar.

O mesmo não pode ser dito sobre Jesse, pelo menos não em relação ao Santo. A luta entre esses dois é interessante. Mais uma vez, “On Your Knees” mostra inteligencia, tirando os poderes dos dois. O Santo é muito mais do que suas armas, como deve ser. Porém, Jesse ficou muito dependente do Genesis. O resultado é uma luta suja e majestosa, como não vemos desde que Fiore e DeBlanc lutaram com o serafim no motel. Mas não há nada de sobrenatural nesse confronto, somos apresentados a dois homens no final de suas respectivas jornadas, ambos sem nada mais a perder. Mas Graham McTavish nos dá seus momento mais silencioso e assustador, compartilhando uma anedota horrível sobre escalpelar, como amigos discutem o final de semana.

E mesmo assim, esse episódio ainda tinha alguns truques guardados, nesse caso, a fuga de Eugene e Hitler dos seus infernos particulares. O retorno de Eugene para o “Buraco” acabou se tornando uma inesperada sessão de terapia, onde ele confronta seus demônios. Se revoltar contra o sistema é algo mais fácil de dizer do que fazer. Ele supera Tracy Loach, e então o líder da tropa, Pedro. Porém, o mais importante, ele fica cara-a-cara com seu pai. Ver outra pessoa com a maquiagem do Cara de Cu é realmente perturbador. Assim como Ian Colletti, W. Earl Brown transmite muita coisa só em seus olhos: raiva, medo, tristeza e saudade. No final, é a bondade inerente de Eugene que o liberta do “Buraco”.

O que nos leva à Jesse, o homem de Deus da série. Agora, em vez de seguir a Deus, ele tem a oportunidade improvável de se “tornar” Deus. Cassidy e Tulip estão tentando mantê-lo com os pés no chão, mas Jesse acredita que ele é uma melhor escolha para o mundo do que Humperdoo. O que provavelmente é verdade. E talvez seja verdade que ele seja uma melhor escolha do que o Deus que gosta de brincar de ser um cachorro. Mas para Cassidy, Jesse é apenas um homem, do tipo imperfeito que procura problema. A cena do restaurante foi sem dúvida a melhor do episódio, servindo para nos lembrar que Jesse, Tulip e Cassidy são a força motriz por trás de Preacher.

On Your Knees” parece muito mais com um último episódio da temporada, do que com o penúltimo. Agora fica a expectativa para que o próximo e último episódio da temporada, “The End of the Road“, seja ainda melhor.

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Review de Atômica

atômica-filmeA jóia da coroa do Serviço Secreto de Inteligencia de Sua Majestade, a agente Lorraine Broughton, Charlize Theron, é a mistura perfeita de espiã, sensualidade e selvageria, disposta a usar todas as suas habilidades para se manter viva em sua missão. Enviada sozinha para Berlim para recuperar um dossiê em uma cidade desestabilizada, ela se junta ao agente infiltrado David Percival, James McAvoy, para sobrevier no mais mortal jogo de espiões.

Inspirado pela graphic novel escrita por Antony Johnston, Atômica pega uma das estabelecidas rainhas da ação moderna, Charlize Theron, e a coloca no molde do agente secreto, circa 1989, Berlin. Não há duvida se Theron tem capacidade para ação. Ela já se provou como pronta e capaz quando o papel exige, com Mad Max: Estrada da FúriaAeon Flux no seu currículo. A duvida aqui era se o filme conseguiria aguentar o hype, que não faltou antes da estreia do filme.

O que separa Atômica do tipico filme de espião são duas coisas: Uma protagonista mulher. E também porque decide, o que alguns poderiam dizer que foi um movimento arriscado, cinco minutos depois do começo do filme, estabelecendo que boa parte da tensão designada para o desenrolar do filme, é na verdade redundante.

Foi nesse momento que o interesse pelo filme diminuiu, porque semelhante a filmes prequel com personagens do original, você sabe que não importa o que aconteça, no final o personagem vai estar vivo. O diretor pode argumentar que a segurança da personagem não é o objetivo deste filme em particular.

Mas antes de aprofundar nesse tema, é precisa falar sobre a estrutura desse filme, depois do problema no começo. Parece com uma adaptação de um material fonte com muito mais a oferecer, pelo que dizem. Kurt Johnstand é um escritor de filmes de ação, e o diretor David Leitch passou de fazer coreografias de filmes de ação para dirigi-los. A experiencia desses dois mostra que, o conteúdo que graphic novel tenha, ele é todo retirado até o básico, sobrando pontos de trama forçados, e personagens legais que são bastante superficiais no lugar de personagens interessantes e desenvolvidos.

É possível fazer vista grossa para alguns desses problemas, dada a abordagem de estilo prevalecendo sobre conteúdo do diretor, que nos deu uma versão incrível e visualmente agradável de Berlim em 1989, cheio de moda vintage e personagens projetados para serem para serem distantes e badass. E também, temos fantásticas cenas de ação com trilha sonora dos anos 80, criando uma combinação perfeita. No entanto, qualquer coisa mais substancial é deixada de lado para abrir caminho para o ritmo do filme. E o ritmo e ação são pontos positivos do filme.

Esse filme poderia muito bem ser usado como teste para Theron assumir o papel de James Bond no futuro. Todos os elementos estão presentes, embora mais estilizados com um toque retro chique. Espiões na Guerra Fria, trama cheia de espionagem e traições, interesses amorosos interessantes com segundas intenções e muita ação. E Theron é realmente brilhante nas sequencias de luta, e solida quando tem que lidar com qualquer outro personagem. Mas onde qualquer outro protagonista desenvolvido teria uma camada de carisma para nos manter envolvidos, Theron nos dá uma personagem é muito distante e danificada para podermos nos identificarmos com ela ou até mesmo invejável.

Ironicamente, é o Percival de James McAvoy, o tipo de idiota degenerado que traz um pouco de carisma para o que de outra forma série um filme superficial. Infelizmente, alguns diálogos sexistas foram forçados para lhe tornar um pouco mais desagradável. Isso acabou prejudicando o que poderia ter sido um antagonista perfeitamente desagradável e perfeito para o filme.

O apoio de Eddie Marshan, Toby Jones e John Goodman é sólido, como era esperado, para substitutos para M e agentes padrão da guerra fria e semelhantes. E no molde da tradicional Bond Girl, Sofia Boutella é um tipo muito descartável de agrado para os olhos, que era esperado que fosse seduzida pelo protagonista. E é exatamente o que acontece. A única diferença aqui é que o protagonista é uma mulher. Mas o resultado acaba sendo o mesmo.

Mas voltando ao ponto da trama, onde a maioria dos filmes desenvolve uma tensão, aqui ela foi desfeita nos primeiros cinco minutos. O escritor e diretor podem argumentar que o mistério, intriga, traição e o elemento do desconhecido são a verdadeira fonte do apelo de Atômica. Porém isso não é verdade. Porque, enquanto Atômica pode ter as melhores intenções possíveis, com base no material fonte; a verdade é que esse é um filme de ação intensamente estilizado com tons de espionagem, se baseando bastante nos filmes de James Bond.

No entanto, o filme acaba tendo personagens superficiais e uma trama básica para seguir, isso acaba sendo compensado pelas excelentes lutas, acrobacias, trilha sonora e visual realmente incrível.

No final, Charlize Theron faz um bom trabalho com o material que lhe foi dado. E Atômica pode não ter a qualidade que era esperada dele pelo hype que foi criado, sendo um filme agradável e ao mesmo tempo um tanto decepcionante.

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Review de Death Note

deathnote-1Esse review contém SPOILERS!!

A Netflix está começando a se adentrar no meio de produção de filmes. Já estabelecida como uma das principais fornecedoras de séries do Seculo 21, a gigante do streaming teve uma série filmes que não fizeram muito alarde, Beasts of No Nation Barry, que precederam o primeiro grande hit, Okja. Então, havia a expectativa pudêssemos dizer que a adaptação de Death Note seria mais um acerto da Netflix. No entanto, mesmo com toda sua imaginação e criatividade visual, a adaptação de Adam Wingard do manga Death Note de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata é uma verdadeira desordem narrativa e sem sentido.

Uma tentativa malsucedida de mesclar histórias orientais e ocidentais, com sensibilidade, horror e melodrama gótico, Death Note tentou ter tudo em uma mistura caótica. Esses elementos acabaram se misturando tão bem quando água e óleo, e o resultado acabou cheio de ingredientes para uma diversão macabra, porém, como um todo, foi mais uma confusão, com os espectadores tentando entender o que estava acontecendo, incluindo a versão de Willem Dafoe do sombrio e demoníaco Ryuk, que definitivamente foi um dos elementos divertidos do filme.

Situado em Seattle, Death Note acompanha Light Turner, Nat Wolff, um jovem insatisfeito e inexperiente. É difícil entender Light, mas basta dizer que ele está insatisfeito com seu pai, Shea Whigham, é um policial que passivamente permitiu que o figurão que atropelou sua mãe enquanto estava bêbado e conseguisse escapar de ser condenado por homicídio. Felizmente para Light, ele acaba encontrando um dia na escola o Death Note, um livro velho com várias regras escritas nele, mas com um único proposito: você escreve o nome de alguém nele e a pessoa morre. Você pode até mesmo escolher como a pessoa irá morrer.

O facilitador dessas mortes acaba sendo a melhor e mais estranha parte desse filme, um Demônio/Deus da Morte chamado Ryuk, Williem Defoe. Ryuk é o trunfo do filme, uma força maligna que é estranhamente lúdico e infantil no seu desejo de matar e infligir caos ao máximo de pessoas possíveis. E Light está real mente feliz em ajuda-lo, em primeiro lugar para conseguir vingança e em seguida, para matar criminosos internacionais intocáveis.

Também temos Mia, Margaret Qualley, que se interessa por Light quando descobre que ele tem livro que pode matar pessoas, e acaba se juntando a ele na matança.

Outro elemento do filme é L, Lakeith Stanfield, um detetive impessoal, cujo modus operandi faz com ele pareça ter saído do anime ou do manga. Criado por um orfanato de sociedade secreta para mestres detetives, L não deixa que ninguém veja seu rosto ou saiba seu nome, o que significa que ele não pode ser morto por Ryuk, uma vez que o demônio precisa de um nome e um rosto. Também, apesar de estar em Tokyo, ele acaba envolvido no mistério de grandes criminosos morrendo, ele rapidamente deduz que o assassino tem “habilidades psíquicas” e está em Seattle, por motivos que não ficam satisfatoriamente claros. Então, ele rapidamente atravessa o oceano, onde ele começa a trabalhar com pai de Light, para levar esse vigilante psíquico à justiça.

Death Note é um filme bizarro com ambições exageradas. O diretor, Wingard, só recentemente entrou no gênero de horror/suspense nos últimos anos, ao dirigir Você é o PróximoO Hóspede. Esses filmes também mexeram com as expectativas e nervos do público, com ótimos resultados. Então, era fácil de ver como ele e a Netflix pensaram que poderiam facilmente adaptar os quadrinhos para um filme, de maneira semelhante a como Edgar Wright fez com o filme Scott Pilgrim.

Mas o problema é que Death Note precisa ter seu foco no satírico e leve. O modo como Wingard enquadrou algumas cenas, como a conversa entre L e Light sob a luz de neon, são tão bombásticas com sua iluminação techno-noir, como se o filme soubesse que deveria existir em um mundo mais alegórico, mas não consegue conectar isso com toda a angustia adolescente envolvendo Light e Mia. Uma vez que os dois personagens praticamente não são desenvolvidos, pelo screenplay de Charley Parlapanides, Vlas Parlapanides e Jeremy Slater. A dupla deveria ser como Bonnie e Clyde, mas de alguma forma, o filme retrata a loucura deles como algo normal.

Estes são protagonistas que não tem um único momento de dúvida moral, quanto a trabalharem junto com um demônio que ri maniacamente. Mas de alguma forma devemos ficar investidos o suficiente nesse romance para nos importarmos se eles vão ao baile escolar. O que deveria ser uma paixão superficial acaba desmoronando em uma tentativa mal sucedida de se conectar com a audiência jovem, e acaba enfraquecendo o que deveria ser uma comédia de humor negro.

A inabilidade de Death Note de abraçar o exagero e horror naturalista, é uma decepção tão grande quanto Light e Mia são irritantes.

As duas coisas que se salvam nesse filme são o Ryuk de Dafoe, que mesmo sendo feito inteiramente de CGI teve um sorriso maniaco do ator, e o L de Stanfield. O último sabe em que tipo de filme ele está, ou pelo menos o tipo que deveria ser. Abraçando o arco da artificialidade de uma super-detetive que come doces enquanto enquanto ouve musicas do Mágico de Oz, ele se deleita com a estranheza que é dada a ele por Wingard, e o seu roteiro frequentemente apressava as coisas em uma tentativa fútil para dar importância para as mortes que vemos acontecendo.

Os produtores pareciam não ter certeza se queriam fazer um filme de comédia, ou de terror, ou drama adolescente. Se os envolvidos não conseguem concordar sobre o que fazer com esse filme, então não teria como o resultado ser satisfatório. Chega a ser uma surpresa que mesmo com toda essa indecisão e confusão esse filme ainda teve alguns poucos elementos positivos.

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Preacher: Review de “Backdoors”

o-preacher-serie-tv-facebookEsse review contém SPOILERS!!

Quando se trata de chocar os espectadores, era de se esperar que Preacher não iria conseguir se superar com a ideia do Messias imbecil e incapaz, pelo menos não por um tempo. Mas a série provou que todos que pensavam assim estavam errados. Com “Backdoors” fomos apresentados a um entediado e desencantado de Deus, que deixou seu trono de lado a procura de emoções terrenas baratar e emocionantes. De cara, isso não é um problema. É possível contar histórias interessantes sobre um ser divino que está cansado de ser uma divindade. Porém, nos mostrar Deus indo a clubes de strip pelo jazz é muito diferente de uma divindade que veste um traje de látex de cachorro em um decadente bar de Nova Orleans para desfrutar secretamente prazeres sexuais. E sim, esse é o mesmo homem vestido de cachorro que vemos nos créditos de abertura. Então, não só Deus estava se escondendo bem debaixo do nariz de Jesse Custer esse tempo todo, ele estava também bem debaixo dos narizes dos espectadores. Em outras palavras, as mentes por trás de Preacher se divertiram bastante a custa de todos. Jesse fica, compreensivelmente, irritado ao finalmente descobrir a verdade sobre o seu criador. Para piorar, “Backdoors” dá a entender que a maioria das orações da humanidade foram em vão.

Enquanto isso, os que esperavam finalmente ver o confronto épico entre Tulip e Jesse, que a série vem nos prometendo desde “Dirty Little Secrets“, não viram nada disso. E depois de passar boa parte dessa temporada sem fazer muita coisa, realmente precisávamos ver Tulip fazer algo, além de fazer panquecas e passando massa nas paredes. Ruth Negga é uma excelente atriz, e ver ela se distanciando mais de Jesse por causa do Santo dos Assassinos foi ótimo. Em vez disso, “Backdoors” pula o que poderia ser um momento chave para a relação conturbada dos dois, e em vez disso, decide desenterrar o carro blindado do Soul Happy Go Go.

Algumas pessoas pode dizer que já tinha muito drama no relacionamento dos dois nessa temporada, e isso é verdade. Uma das melhores coisas de “Dallas” foi que Jesse e Tulip pareciam estar tentando fazer as coisas funcionarem. A revelação que Tulip esteve mentindo para Jesse por meses, não só foi uma grande reviravolta, mas o que deu essa traição tamanho impacto foi porque vimos Jesse pressionando Tulip.

Estranhamente, Tulip está afetada pelo medo dessa vez que ela descobre que o Santo dos Assassinos está à solta. Em vez disso, ela está energizada pela sua raiva acumulada por Jesse. Na verdade, eles estão na garganta um dos outros, verbalizando suas queixas e verdades. Mas tudo isso se resume ao fato de que a busca por Deus que marcou essa temporada é a cruz que Jesse tinha que carregar sozinho. Tulip e Cassidy foram deixados de lado boa parte do tempo. Mesmo está ao seu alcance, eles foram deixados de fora.

Após inúmeras alusões à infância conturbada de Jesse, Preacher nos leva as profundezas dos pântanos da Luisiana. Isso para entender o homem que Jesse Custer é, primeiro é preciso entender como ele acabou assim. Depois do assassinato de seu pai, Jesse foi criado pela sua temível avó. O jovem Jesse é ferozmente leal ao seu pai, algo que Vovó L’Angelle não pode aceitar. Essa é uma personagem muito proeminente nos quadrinhos da Vertigo, então é ótimo finalmente ver ela na série. Fica a expectativa de que iremos ver mais dela na próxima temporada.

Esse flashback deixa uma coisa clara, Jesse não está em busca do Pai, mas sim em busca de um Pai, alguém para respeitar e admirar. Essa é uma revelação comovente, que está enterrado em um episódio mais preocupado em chocar seus espectadores do que com respeitar seus personagens principais. Ninguém nunca iria confundir o Jesse Custer dos quadrinhos da Vertigo com o Jesse Custer da série da AMC. E isso é uma pena, uma vez que o personagem dos quadrinhos é muito melhor que o da série.

O fato do Paraíso usar um sistema de backup para o histórico de orações atrasadas é outra grande revelação. O que aprendemos com isso é que Deus nunca escutou nenhuma das orações de Jesse. Suas esperanças e medos, suas vontades e desejos, suas várias transgressões, todas gravadas e deixadas para juntar poeira. A futilidade da fé de Jesse é surpreendente, uma tragedia desenvolvida por toda uma vida. É em momentos assim que Preacher faz o seu melhor com a premissa de um Deus fugindo das suas responsabilidades celestiais.

Preacher também faz o seu melhor para tirar proveito do tempo de Eugene no Inferno. Sim, ele e Hitler finalmente estão fugindo do Submundo, mas não antes de reviver a pior memória do Füher, onde ele recebe uma critica do dono de uma galeria de arte proeminente. A arte de Hitler faltava convicção, esse foi o dia em que ele deixou de ser bom, o momento em que ele se perdeu. E ver isso repetidas vezes, o último dia que ele foi uma boa pessoa é traumatizante. Preacher está conseguindo jogar um pouco de luz sobre uma das almas mais negras da história da humanidade.

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Game of Thrones: Review de “The Dragon and the Wolf”

Game_of_Thrones_title_cardEsse review contém SPOILERS!!

Fãs de longa data de Game of Thrones têm estado satisfeitos com o final da 7ª temporada. Não só ele foi cheio de personagens tanto se encontrando e se unindo pela primeira vez, mas antigas teorias de fãs foram confirmadas, e preparou terreno para que a última temporada da série seja realmente épica. Será difícil outra série superar um dragão zumbi.

Primeiro, o encontro de tentativa de paz em Porto Real, reuniu os Lannisters vivos. Muitos personagens se encontraram pela primeira vez, e algo que os fãs tem a muito esperado, o “Cleganebowl”, foi praticamente confirmado para a próxima temporada. E esse foi um dos melhores momentos do episódio, Sandor e Gregor Clegane se encarando. Colocar todos esses personagens juntos foi certamente um deleite para os fãs, e uma das cenas mais tensas e emocionantes da série. Além disso, o reencontro de Brienne e Jaime, Podrick, Bronn e Tyrion e os irmãos Clegane fez com que todos os sete episódios dessa temporada valessem a pena.

O segundo momento mais esperado, a morte de Mindinho. Uma vez chamado de “o homem mais perigoso de Westeros”, poucas pessoas do conselho de Robert Baratheon continuavam vivos na 7ª temporada, e agora, Petyr Baelish não é mais uma delas. Era certo que Arya e Sansa não iriam se deixar levar completamente pelo esquema dele. O “julgamento” para Arya acabou sendo para ele, e Bran e Sansa foram capaz de dar alguns fatos para fortalecer o argumento deles para os Cavaleiros do Vale ficarem do lado da Casa Stark, e Arya finalmente colocou um fim nos esquemas de Mindinho. Foi um momento realmente satisfatório, ver ele sendo exposto como um covarde e pela nobreza dos Stark finalmente dar um resultado tão bom.

Finalmente, “The Dragon and the Wolf” teve cerca de dez diferentes significados. Não só Jon Snow e Daenerys Targaryen finalmente sucumbiram à tensão sexual que existia entre eles pelos últimos episódios, mas com a ajuda de Samwell Tarly e Bran Stark, uma teoria de fãs de Game of Thrones de longa da envolvendo os pais dele foi confirmada. Uma vez que Jon é filho de Rhaegar Targaryen e Lyanna Stark, que se casaram em segredo em Dorne, Jon Snow é na verdade o verdadeiro herdeiro do Trono de Ferro e se chama Aegon Targaryen. Ele também fez sexo com sua tia no final do episódio.

Além de Game of Thrones ser de longe a série mais incestuosa da TV, uma outra cena acabou se destacando, a conversa entre Jon e Theon, antes de Theon partir para salvar Yara. É claro, Theon ficou cheio de culpa por ter traído os Stark em favor dos Greyjoy. Jon Snow basicamente disse a ele que o fato de Ned Stark ter criado importa, e que Theon é um Greyjoy e um Stark. Em última analise, isso levanta uma questão maior sobre como GoT vê parentesco como um todo. Para a série, essencialmente, é que importa muito mais quem criou e influenciou você do que quem gerou você. É claro, a proeminência de filhos bastardos, anões e rejeitados sociais de todos os níveis podem já ter deixado isso claro anteriormente, mas agora isso ficou claro.

Nunca havia ficado a impressão de que Tyrion estava com algum interesse por Daenerys, até ver ele olhando Jon entrar no quarto dela. Certamente, isso é algo que não havia ficado muito obvio.

Foi bom ver Jaime indo para o Norte. Ele finalmente percebeu que Cersei está completamente louca, e ele quer fazer o que é certo. Ao que parece, o arco de redenção dele está quase completo.

Com sorte Beric e Tormund conseguiram sobreviver a queda da muralha.

Depois da morte de Mindinho, e com a maior parte do foco sendo colocado na “Grande Guerra”, parece cada vez mais provável que Arya será a pessoa que irá matar Cersei.

Esse final de temporada de Game of Thrones acabou sendo mais satisfatório do que se esperava. E agora começa a grande espera pela 8ª e última temporada de GoT, que ainda não tem uma data para estrear. Mas quando a 8ª temporada finalmente chegar, certamente será uma conclusão magnifica. O final da 7ª temporada foi um excelente começo para o final dessa incrível série.

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Review de Os Defensores

Netflix-Serie-Defensores-LogoEsse review é baseado nos primeiros quatro episódios e não contém spoilers!!

Se você tinha alguma preocupação que as séries da Marvel na Netflix estavam se perdendo, os quatro primeiros episódios de Os Defensores devem acabar com esse temores. Os Defensores tem somente oito episódios, enquanto todas as outras séries anteriores tinham treze episódios cada uma. Existe um debate se essas séries seriam melhor se tivessem temporadas de dez episódios em vez de treze, uma vez que até mesmo as melhores temporadas, tem a tendencia de enrolar perto do terceiro ato, dando a impressão de que não tinha história suficiente para completar os treze episódios. Na maioria das vezes, ficamos tão ocupados com as excelentes performances e valores de produção, que acabamos deixando passar coisas assim, embora em alguns casos, principalmente na 1ª temporada sem brilho de Iron Fist, algumas horas a mais podem se transformar em um tipo de tortura.

Mas, Os Defensores não tem espaço para episódios fillers com apenas oito episódios. A série precisa fazer com que quatro heróis que, com a exceção de Luke Cage e Jessica Jones, não se conhecem, têm muito pouco em comum, sem razões para saber da existência um dos outros e muito menos para trabalhar juntos. É preciso estar disposto a perdoar Os Defensores por apressarem as coisas e encontrar uma desculpa conveniente para colocar Matt Murdock, Jessica Jones, Luke Cage e Danny Rand em uma sala juntos e envia-los para enfrentar os ninjas inimigos.

Acaba sendo notável que Os Defensores parece não ter pressa alguma. E não faria sentido se tivesse, uma vez que Daredevil esperou uma temporada inteira para colocar o personagem principal em seu traje icônico, enquanto seus três parceiros super-heróis em combate ao crime nem se importam com pequenas formalidades como mascaras e identidades secretas. A séries está disposta a esperar, e como consequência, fazer o público aguardar, mas sem passar a impressão de que estão enrolando. E quando ele finamente se unem pela primeira vez, é absolutamente incrível.

Os dois primeiros episódios quase funcionam como episódios adicionais da série de cada herói. Encontramos Luke Cage pelo menos alguns meses depois do final 1ª temporada da sua série, e quando ele está em cena, a iluminação, os locais do Harlem e a trilha sonora relembram sua série perfeitamente. Enquanto as cenas de Jessica Jones não têm a tensão exigida pela existência de Kilgrave na série dela, tudo mais é exatamente o que esperava, e suas cenas solo poderiam facilmente ser os primeiros minutos da 2ª temporada de Jessica Jones. As cenas que lidam com Matt Murdock e amigos são incrivelmente similares à série dele, uma vez que o produtor da 2ª temporada de Daredevil, Marco Ramirez, está agindo como produtor aqui também. Então, não surpresa que a estética no geral parece mais com Daredevil que qualquer outra série, mas isso já era de se esperar, e funciona para o bem de todos.

 Talvez a maior surpresa venha de Iron Fist. O Danny Rand e Finn Jones está exatamente onde deixamos ele no final da 1ª temporada da sua série, talvez um mês ou dois depois. Mas, enquanto Danny passava a maior parte da sua série como um herói frustrantemente irresponsável, que não compreendia a enormidade de suas responsabilidades. Porém, quando o encontramos em Os Defensores, ele está assombrado com o que ele testemunhou em K’un-Lun, e está verdadeiramente motivado a lutar contra O Tentáculo.

Danny Rand e Colleen Wing estão em destaque no incio, e a história de Iron Fist é crucial para o começo de Os Defensores, assim como Daredevil. Faz sentido, uma vez que elementos de Iron Fist foram semeados desde a 1ª temporada de Daredevil, que as histórias estejam tão interligadas dessa maneira. O problema é que Iron Fist falhou em manter o senso de mistério e ameaça do Tentáculo, que vimos em Daredevil, mas em Os Defensores, esses personagens e conceitos se encaixam muito bem. Eles são mais sombrios, violentos e ainda mais ricamente desenvolvidos. As cenas de luta são melhores, a personalidade de Danny funciona muito contra Jessica Jones e Luke Cage, ambos não tendo tempo para besteira. Isso é um passo na direção certa para o personagem.

É um certo alivio, considerando que temos quatro heróis e os seus respectivos personagens de apoio, que a única grande introdução de nova personagem é uma misteriosa mulher chamada Alexandra, perfeitamente interpretada por Sigourney Weaver. Alexandra é suave e elegante, e aparentemente muito mais velha do que aparenta, e exerce poder sobre O Tentáculo e todos os seus elementos misticos que imediatamente aumentam os riscos, muito além do que estamos acostumados.

Luke Cage focou muito mais em problema no bairro, Jessica Jones foi intencionalmente pessoal, enquanto Daredevil Iron Fist tiveram que desenvolver o que sabemos sobre a principal ameaça de Os Defensores. Fica rapidamente claro que Alexandra é o tipo de ameaça de próximo nível que levaria a formação de um grupo de heróis, mas Weaver interpreta ela com autoridade silenciosa, preservando perfeitamente o ar de mistério, que diz muito mais do que nós estamos vendo. O mistério da identidade de Alexandra é o que realmente impulsiona a série, ofuscando o que O Tentáculo está planejando, mas acaba gerando um mistério envolvente.

Alguns dos problemas comuns dessas séries ainda estão presentes. Com a tendencia de alguns diálogos parecerem um pouco exagerados, e se você não estiver familiarizados com a última série, de preferencia Daredevil ou Iron Fist, você ficará um tanto perdido. A referencia ocasional a outros eventos, e alguns personagens recorrentes, não há motivo para que as outras quatro séries não pudessem ser vistos como autônomos. Mas esse não é caso de Os Defensores. Mas não é necessariamente esperado que o espectador esteja familiarizado com quase 60 horas de séries anteriores. Mas, essa é a regra agora com histórias de super-heróis da Marvel, seja Os Vingadores nos cinemas ou Os Defensores na Netflix. A Marvel tem um plano, e se você já está acompanhando suas séries e filmes, certamente não irá querer pular essa série.

Principalmente se você gostou das séries da Marvel/Netflix não irá querer deixar de ver Os Defensores. A sensação do prestigio da tela grande na TV volta com força total aqui, e não falta diversão quando os heróis se juntam para chutar algumas bundas juntos. Temos aqui o tão esperado encontro de uma das mais icônicas amizades da história da Marvel, Luke Cage e Danny Rand. E o melhor momento de Charlie Cox como Matt Murdock logo no primeiro episódio. Os Defensores tomam o seu tempo, mas não o desperdiça.

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