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Doctor Who: Review de “Smile”

Doctor-Who-logoDoctor Who nos deus o segundo episódio da sua nova temporada, com um titulo adequado para como você se sente depois de assisti-lo. O Doutor leva a sua nova companheira, Bill, para o futuro, onde um novo planeta está sendo colonizado para a sobrevivência da especie humana, e está sendo comandado por robôs. Os robôs se comunicam, hilariamente, por emojis, o que se encaixa perfeitamente com a tendencia atual. O Doutor e Bill rebem broches para determinar seus status emocionais, que acaba resultado em terríveis consequências se eles não estiverem sorrindo.

Smile” demonstra algumas similaridades com o episódio “Hated in the Nation” de Black Mirror. O episódio de Black Mirror tinha abelhas robôs que matavam as vitimas. Em vez de uma pessoa controlando os robôs,  “Smile” robôs chamados Vardies controlavam os robôs. Eles não foram programados para reconhecer qualquer sentimento que não fosse felicidade. Agora, eles têm mente própria, acreditando que qualquer coisa além de felicidade deve ser destruído, porque eles foram ensinados a sempre agradar os seres humanos. Felizmente, o Doutor e Bill estavam lá para salvar o dia com raciocínio rápido e fazendo o que todos fazemos quando temos algum problema com tecnologia, desligar e ligar.

Esse episódio tocou em alguns momentos sérios e profundos. Ninguém quer ver o mundo acabar, o que infelizmente Bill acaba testemunhando. Bill parece ter encontrado sua vocação como a nova companheira do Doutor. De muitas formas, ela está perguntando ao Doutor que muitos fãs têm se perguntado por anos. Sua curiosidade é o que faz dela é o que faz com que ela se encaixe perfeitamente com o Doutor de Peter Capaldi. O 12º Doutor é um professor e quer que pessoas aprendam. Bill é uma estudante que quer absorver todo conhecimento possível. Os dois possuem uma ótima química, o que acaba fazendo florescer o lado cômico do Doutor, porém sem diminuir a intensidade de Capaldi. A primeira temporada de Capaldi mostrou o personagem muito temperamental e rígido, mas com Bill como sua ajudante, parece que o Doutor pode relaxar mais ou ao mesmo demonstrar mais humor. A dinâmica entre Bill e o Doutor de Capaldi é realmente um dos pontos fortes aqui.

Esse episódio também nos mostra que existe uma trama maior envolvendo o 12º Doutor. Graças a Nardole, descobrimos que o Doutor está na universidade para proteger um cofre. É definitivamente um cofre gallifreyano, mas ainda não sabemos o que tem dentro dele. O Doutor fez um promessa de protege-lo, mas porque e de quem?! Com o anúncio de John Simm irá retornar nessa temporada como o Mestre, podemos presumir que ele tem alguma relação com essa trama. Ele tem a tendencia a se envolver com qualquer coisa que contenha símbolos de Gallifrey.

O cenário é fantástico, o prédio usado foi a Cidade das Artes e das Ciências em Valencia, Espanha. Todo o conjunto parecia notável, realmente lembrando uma utopia. Não é atoa que Bill ficou impressionada com o futuro, pelos edifícios e robôs.

No geral, fez um bom trabalho em mostrar as imperfeições do Doutor. O Doutor percebeu o erro que cometeu, e fez de tudo para tentar compensar. O Doutor não é perfeito e é bom que a série não tente fazer como se ele fosse. Esse episódio acabou demonstrando também algumas semelhanças com o segundo episódio da 1ª temporada do retorno de Doctor Who, “The End of the World“.

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Agents of SHIELD: Review de “No Regrets”

Agents-of-S-H-I-E-L-D-agents-of-shield-35640423-1920-1080Esse review contém SPOILERS!!

O principal motivo pelo qual essa temporada de Agents of SHIELD tem sido um sucesso é que toda a trama realmente parece com uma história dos quadrinhos da SHIELD. Desde do seu primeiro episódio, a série lutava para encontrar sua identidade, um proposito. Primeiramente, parecia o lugar para explorar profundamente o Universo Marvel depois do primeiro filme Vingadores, depois se tornou o lugar para introduzir os Inumanos no Universo Marvel. E no começo dessa temporada, parecia que a série iria servir somente como um piloto para a série do Motoqueiro Fantasma e não para contar a história da SHIELD. Mas agora, dentro do Framework, com Aida e Radcliffe, as coisas parecem mesmo como uma história dos quadrinhos da SHIELD.

Uma clássica história de SHIELD vs HYDRA, como nos quadrinhos de Stan Lee e Jack Kirby. Mas ao contrário das histórias de SHIELD vs HYDRA que tinha tivemos na série no passado, essa não está vivendo na sombra dos filmes da Marvel. Aqui é puro drama da SHIELD, nada de limpar a sujeira feita pelo Capitão América ou ficar na sombra dos Vingadores. E nesse episódio tivemos o retorno de Agente Tripp, ele apareceu na primeira temporada da série, se tornou muito próximo de Skye e era descendente de um dos Comandos Uivantes originais. Ele foi um dos primeiros a morrer por exposição ao Terrigen. Tripp era uma conexão direta com os quadrinhos clássicos da SHIELD e foi uma grande perda quando ele morreu. Bem, a versão do Framework de Tripp vez sua estreia nesse episódio e foi muito bem ver ele novamente.

Infelizmente, não tivemos um reencontro entre ele e Daisy, uma vez que a ex-Skye está sendo mantida como presa pela HYDRA. E vemos ela algumas vezes durante o episódio, com ela sendo mantida próxima do devastado Radcliffe. Essas cenas serviram para mostrar o quanto a morte da sua esposa abalou Radcliffe, mas também para deixar claro que mesmo sem seus poderes, Dasisy ainda pode ser um trunfo dentro do Framework. Ela não vai ficar sem seus poderes por muito tempo.

Porém, além de um retorno também tivemos uma despedida trágica e dolorosa nesse episódio. Simmons, Patriota, Coulson e Ward realizaram uma missão de resgate para salvar Tripp. Enquanto chutavam o traseiro da HYDRA, os agentes descobrem que HYDRA está mantendo muitos “subversivos” prisioneiros, incluindo crianças, no mesmo lugar. Os agentes tentam salvar as crianças e não só temos o retorno de Tripp, mas também um confronto entre May sob efeito de soro de aumento da força da HYDRA e o Patriota.

Aqui, May usa o mesmo soro que fortalece o Diretor Mace no mundo real. O Patriota consegue derrotar May, e ainda é um pouco estranho ver May como vilã em ação. Esse episódio fez um trabalho incrível criando uma sutil diferença entre a May do mundo real e May do Framework. Com a May do Framework sendo mais brutal enquanto a May do mundo real é mais precisa. May do Framework perde e o Patriota consegue organizar o resgate das crianças que estão sendo mantidas pela HYDRA. Tragicamente, esse ato acaba levando à morte do Patriota.

Vale lembrar, Mace é um dos agentes colocado no Framework pela Aida, então quando Mace morre no Framework, ele também morre no mundo real. Então temos que nos despedir do Agente Mace quando vemos o seu batimento cardíaco parar no mundo real. Havia a impressão de que Mace já era parte da série a um bom tempo, e foi decepcionante ver ele silenciosamente morrer preso à maquina de Aida. Felizmente, a morte de Mace acabou levando a algo bom, porque, quando May vê o nobre sacrifício de Mace, ela acaba acordando. May acaba libertando Daisy e leva um presente para ela, um cristal de terrigen, então sabemos que a Framework irá tremer no próximo episódio quando Tremor (Quake) renascer.

Então, agora May despertou, e Fitz é o único agente que sobrou para recuperar sua consciência. Mas, talvez a versão do Framework de Fitz talvez não consiga ser despertado. Esse Fitz tem algo que o Fitz do mundo real não tem, um pai. E o Fitz pai é manipulador e abusivo, e o filho não é diferente. Ambos são extremamente leais à HYDRA, com o jovem Fitz apaixonado pela Madame Hydra. Claro, Framework Fitz não tem a influência de Simmons na sua vida, então ele acabou se tornando uma força do mal.

Ver May despertar nos dá alguma esperança, mas Fitz é quem realmente pode salvar as coisas aqui. A sobrevivência depende de Fitz fazer o que é certo, e não tem como ter certeza de que ele irá fazer. Enquanto muitos agentes vivem e agem em uma área cinza, Fitz sempre fez o que é certo e foi bonzinho. E fica a dúvida, se e quando os agentes conseguirem escapar do Framework, como Simmons irá reagir a Fitz sabendo do seu potencial para a maldade.

Também haviam mais coisas acontecendo nesse episódio também. Tivemos Mack tentando se redimir por ter traído Daisy. Há uma constante dúvida sobre percepção vs realidade aqui, em relação à Mack, o foco principal desse tema é o amor que ele sente pela sua filha que só existe no Framework. Temos Ward agindo como um cara bom no Framework enquanto sabemos o que ele fez no mundo real.

Nesse episódio, fomos lembrando do quão bom agente Tripp era, e do quanto iremos sentir a ausência de Mace, mesmo não tendo passado muito tempo com ele. Esse arco do Framework está fazendo com que Agents of SHIELD encontre o seu proposito e sua identidade e com isso está no dando o melhor que a série tem a oferecer. E está sendo impossível de prever o que irá acontecer em seguida.

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Doctor Who: Review de “The Pilot”

Doctor-Who-logoE assim começou, a última temporada de Peter Capaldi como Doutor.  Curiosamente, “The Pilot” pareceu mais como um começo do que um fim. O que deixa um suspense sobre como as coisas irão se desenrolar nessa temporada.

Isso acaba deixando um enorme número de dúvidas, isso logo nos primeiros minutos do episódio. Porque o Doutor está ensinando?! O que fez ele escolher Bill?! O que aconteceu com ele desde a última vez que vimos ele em “The Return of Doctor Mysterio“?! Muitas perguntas e que acabaram ficando sem resposta.

Uma coisa que não era esperado foi como “The Pilot” foi emocional. Porque não só tivemos uma visão muito interessante e profunda visão de Bill e sua vida, mas também as dificuldades que o Doutor está enfrentando também. A cena final em particular, mostrou o quanto ele está sofrendo com a perda de Clara.

E sendo fiel ao estilo de Stephen Moffat, a história não foi o que esperávamos. Essa é mais uma história de amor/tragédia do que uma história de Doctor Who, e em um caso raro, isso funcionou. Ver Bill e Heather juntas, depois sendo separadas, em seguida sendo colocadas juntas novamente, só para serem “separadas” novamente, e fez com que criássemos uma conexão com Bill.

Para Doctor Who como uma série, é preciso garantir que Bill não se pareça muito com as companheiras anteriores, e conseguiram isso aqui. Ela é uma cabeça oca as vezes, e as vezes ela consegue ser impressionante, o que funciona muito bem com o Doutor de Capaldi. Os dois trabalham e funcionam muito bem juntos, será interessante ver essa relação se desenvolvendo.

Por outro lado, Nardole não conseguiu convencer como companheiro, ele só está lá para alivio cômico, o que não é um problema, mas precisam dar um pouco mais para ele fazer. Também, enquanto “The Vault” seja um mistério interessante, fica a expectativa que haja mais nele do que está sendo está sendo insinuado aqui para ser o grande arco da temporada. E também é esperado que não acaba sendo a causa do fim do Doutor de Capaldi.

No final, “The Pilot” acabou se mostrando um muito bem-vindo retorno para a série que está tecnicamente ausente desde 2015. E fica a expectativa para ver cada episódio até o final do arco de Capaldi.

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Análise do trailer de Star Wars: Os Últimos Jedi

star-wars-os-ultimos-jediStar Wars Celebration em Orlando nos deu o primeiro vislumbre de Os Últimos Jedi, o próximo capitulo na saga de Star Wars. Um teaser de apenas dois minutos foi mostrado no final do painel com o diretor Rian Johnson e muitas das estrelas do filme, e teve mais do que algumas dicas sobre o que devemos esperar do Episódio VIII.

Fizemos uma análise do trailer tentando desvendar seus segredos. E acabamos descobrindo algumas coisas interessantes sobre Rey e a história de Luke, assim como o que está acontecendo com a guerra entre a Resistência e a Primeira Ordem. Mas antes de ler a análise, é melhor ver o trailer mais uma vez:

Iremos analisar cena por cena, e qualquer novidade iremos atualizar essa post. E se descobrir algo deixe um comentário ou nos avise no Twitter: @ouniversoalt.

Vamos lá..

Pela primeira vez ouvimos a voz de Luke Skywalker na nova trilogia, pedindo para Rey respirar, confirmando que ele concordou em treinar ela na Força. A primeira cena do trailer é de Rey em Ahch-To durante algum exercício de respiração. Isso lembra de Yoda dizendo à Luke para respirar em Dagobah. Porém, os métodos de Luke parecem ser mais extremos.

A próxima cena é, naturalmente, uma melhor visão de Ahch-To, onde fica o primeiro templo Jedi. Algo sobre ter DUAS ilhas nessa cena especifica parece ser significante. Parece simbolizar a divisão na Força, os lados da luz e da escuridão. Poderia uma ilha ser forte no lado negro enquanto a outra no lado da luz?!

Isso é somente uma especulação, mas, e se Rey tiver que ir à ilha do lado negro como uma maneira de encontrar equilíbrio?! Poderia ser um paralelo de quando Luke entrou na caverna em Dagobah. Certamente teremos algumas referencias ao treinamento de Luke durante o filme.

As primeiras cenas do trailer são uma montagem do treinamento de Rey. Muito provavelmente, uma parte considerável do filme será sobre Rey treinando com Luke. É esperado que ela passe a maior parte do filme fora de ação, como aconteceu com Luke em O Império Contra-Ataca. Esse filme definitivamente segue os padrões do filme do meio de Star Wars, com todos os principais personagens separados. Vimos o mesmo acontecendo em O Império Contra-Ataca e Ataque dos Clones.

É preciso destacar que essa cena de Rey usando a Força para fazer as pedras levitarem é impressionante.

O que você vê?” Luke pergunta à Rey. Esse é o começo da conversa sobre o equilíbrio no trailer. Essa é uma parte muito importante do trailer, e vamos falar mais sobre ela em breve. Por agora, Rey vê ambos lados da Força, a luz e a escuridão, nesse exercício em particular.

A luz é representado pela cena de Leia, no que parece ser a nova base da resistência, e ao fundo podemos ouvir o seu pedido de ajuda para Obi-Wan Kenobi de Uma Nova Esperança. Essa não parece ser a mesma base de D’Qar de O Despertar da Força, podemos presumir que a Primeira Ordem atacou aquela base em algum momento entre os dois filmes. Ou talvez, veremos exatamente isso no começo do filme..

Então, isso sugere algo interessante sobre Kylo Ren. Ele não aparece com seu capacete nesse trailer. Até mesmo vemos sua cicatriz em um momento. Agora que Kylo matou seu pai e não está mais em conflito sobre ir para o lado negro ou não, será que ele ainda precisa do seu capacete?! Parece que a mascara servia para ocultar o seu conflito interno.

Mesmo que no final de O Despertar da Força tenha ficado a impressão de que Kylo tenha colocado um fim ao seu conflito interno, a novelização de Alan Dean Foster indicam que esse conflito ainda não desapareceu completamente. Possivelmente veremos isso ser aprofundado no filme.

E nessa cena com o capacete quebrado, ouvimos a respiração de Darth Vader e Obi-Wan dizendo “…seduzido pelo Lado Negro…”

Agora voltamos a falar sobre equilibro. Não está muito claro o que estamos vendo nessas próximas cenas. Parece uma coleção de livros, talvez sejam os Diário dos Whills, em uma árvore, que talvez possa ser uma árvore da Força.

Essas árvores sensíveis à Força são antigas e têm algum significado para a história de Luke. Sabemos que Luke foi à procura de conhecimento Jedi depois da derrota do Império em Endor. Será que essa árvore tem algum tipo de conhecimento ou só os livros?!

De uma forma literal, a árvore guarda conhecimento dentro dela.

Rey fala sobre equilibro nessa cena, em que uma mão toca um livro antigo. Talvez esse seja um dos Diário dos Whills?!

O simbolo na capa do livro lembra bastante o simbolo da Ordem Jedi.

Essa é uma das mais belas cenas do trailer, com Rey praticando com o sabre de luz em um penhasco enquanto Luke observa. Assim como seu predecessor, esse filme tem lindos cenários.

Não tem como ter certeza se é Luke dizendo: “É muito maior.” ou se é outro personagem. Em termos de contexto, podemos supor que é Luke, porém, não tem como ter certeza que ele está dizendo isso na mesma conversa com Rey.

Todas essas cenas acabam trazendo à tona uma grande teoria sobre o papel de Rey nessa história. Ela falando sobre equilíbrio e alguém falando sobre ser “muito maior” pode indicar que Rey talvez seja o equilíbrio. Que ela possa ser A Escolhida que deve trazer o equilíbrio para a Força. Talvez Luke esteja explicando para ela que a Força é muito maior do que o Lado Negro e o Lado da Luz, e que o verdadeiro conhecimento possa ser adquirido pelo Cinza.

Isso são só especulação, mas sempre soubemos que essa saga sempre esteve se dirigindo nesse sentido. O equilíbrio não pode ser alcançado com os Jedi vencendo ou com os Sith vencendo. No final iremos falar mais sobre isso..

Essa cena não é muito interessante. Apenas uma indicação de que teremos uma batalha, com esses fighters indo na direção de alguns AT-ATs. Não tem como supor que eles pertencem à Resistência, mas podemos supor isso.

Finn está em algum tipo de pod médico. Não é um tanque bacta, talvez eles já tenham se tornado obsoletos. Anos de paz na galáxia podem ter permitido avanços médicos. Ou talvez esse pod seja somente para o transporte de Finn.

Vamos voltar a falar sobre a Resistência. Tudo indica que eles se mudaram da base de D’Qar e agora têm uma frota maior. Vemos Poe correndo em um corredor durante o que podemos supor que seja um ataque da Primeira Ordem.

Parece que as coisas não acabam muito bem para a Resistência durante essa batalha, uma vez que Poe não tem mesmo a chance de sair com seu X-Wing. Será que veremos isso em todos os filmes da nova trilogia?! O X-Wing de Poe explodindo?!

E aqui está a Millennium Falcon!! Não tem como saber quem está pilotando, mas temos certeza que Chewie é um dos personagens no cockpit. Rey parece ter herdado a Falcon no final de O Despertar da Força, mas não tem como saber como isso irá funcionar nesse filme, uma vez que ela estará treinando com Luke. Talvez seja ela seguindo os passos de Luke em O Império Contra-Ataca e abandonando seu treinamento para ir salvar Poe e Finn.

Não tem como ter certeza onde essa cena se passa. Há uma chance de que seja em Ahch-To. Talvez a depois do ataque à base da Resistência a Primeira Ordem descobriu onde Luke está e resolveu atacar.

Rey indo em direção à batalha nessa cena, parecendo extramente badass. Ela claramente irá empunhar empunhar o velho sabre de luz de Anakin Skywalker nesse filme.

O trailer dá a entender de que Kylo e Rey irão se confrontar novamente nesse filme. O mais interessante nessa cena do vilão é que a cicatriz em seu rosto lembra muito a que Anakin tinha em A Vingança dos Sith.

Essa cena parece ser de um flashback, talvez uma continuação da visão que Rey teve em O Despertar da Força. O prédio em chamas provavelmente é a escola Jedi de Luke. Sabemos que R2-D2 estava com Luke quando ele decidiu ir para o exílio. Possivelmente veremos como Kylo Ren traiu seu tio nesse filme.

Seria essa a Capitã Phasma fazendo parte do ataque à escola de Luke?! Ou essa seria a base da Resistência depois do ataque da Primeira Ordem?!

Uma Batalha no espaço!! Essa parece ser a batalha que destruiu a base Rebelde em D’Qar. Parece que a Primeira Ordem está atacando enquanto a Resistência tenta fugir.

“Só tenho uma certeza. Está na hora de os Jedi… acabrem.” Essa é de longe a frase mais icônica do trailer. E provavelmente a melhor frase de todo o filme. Talvez de toda trilogia. As palavras de Luke parecem indicar que ele deseja ser o último Jedi da galáxia.

Porque?!

Porque enquanto houverem Jedi, sempre haverá uma versão sombria equivalente. Depois de ter a sua nova geração de Jedi destruída pelos Cavaleiros de Ren, Luke pode muito bem ter entendido que enquanto houver o Lado Luminoso e o Lado Negro da Força, haverá caos na galáxia. Sendo que a única maneira de haver paz é trazer o equilíbrio. Isso que dizer sem facções, somente a Força.

Tem muito mais a ser dito sobre isso, mas deixaremos para fazer isso em outro momento. Por agora, só precisamos saber que Rey pode ser o equilíbrio entre a luz e a escuridão, e talvez seja por isso que Kylo Ren estava interessado em treinar ela no final de O Despertar da Força.

Tudo isso ainda não está claro, sendo apenas suposições. Podendo tudo estar errado, mas Rey é a protagonistas nesses novos filmes de Star Wars, o que significa que ela tem um destino. E esse destino pode muito bem ser trazer o equilíbrio para a Força.

Star Wars: Os Últimos Jedi está previsto para chegar aos cinemas em 14 de Dezembro de 2017.

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Agents of SHIELD: Review de “Identity and Change”

Agents-of-S-H-I-E-L-D-agents-of-shield-35640423-1920-1080Esse review contém SPOILERS!!

Um problema que Agents of SHIELD vem apresentando desde a sua primeira temporada, é a falta de um grande vilão. Na última temporada, Grant Ward como Colmeia assumiu esse papel, com o primeiro grande arco de vilão da série. Além dele não tivemos nenhum outro grande e memorável vilão na série. E mesmo com tudo de bom que o Motoqueiro Fantasma adicionou nessa temporada da série, o tio de Robbie Reyes como vilão não foi das melhores.

Isso acaba destacando o fato de que no momento temos dois grandes vilões em Agents of SHIELDS. Madame Hydra é a melhor parte disso, ela pode ser diferente da sua versão dos quadrinhos, mas parece ter saído dos quadrinhos da Marvel. Como Madame Hydra, a ex Aida é a femme fatale que intrigou os fãs da SHIELD por décadas, mas aqui já estamos mais familiarizados com a complexa história de Aida. E nesse episódio, essa história sendo o foco drama no Framework de Agents of SHIELDS.

Nesse episódio, descobrimos que Radcliffe, que foi morto por Aida no mundo real, está vivo e não tão bem no Framework. Os agentes acreditam que Radcliffe tem a chave para que eles possam retornar para o mundo real, e Madame Hydra quer remover o doutor da equação.

E tudo acaba vindo à tona quando os agentes da SHIELD e HYDRA confrontaram Radcliffe. Aqui, descobrimos que não é só Radcliffe existindo no Framework, mas também sua falecida esposa, a mulher que foi usada como base para Aida. Radcliffe construiu o Framework para manter a consciência da sua esposa viva, e as coisas acabam tendo uma reviravolta trágica quando Fitz mata a esposa de Radcliffe na frente dele e de Simmons.

O que nos leva ao outro grande vilão desse arco de Agents of SHIELD, o Doutor Leo Fitz. É bem interessante bem Fitz sendo um vilão. O episódio faz um bom trabalho nos lembrando que Fitz quase se afogou para salvar Simmons no passado e cruzou galáxias para encontra-la. Mas no Framework, esse mesmo personagem mata pessoas sem nem piscar. No episódio anterior, Simmons conseguiu fazer com que Coulson acordasse para a realidade do mundo do Framework. E nesse episódio, ela espera fazer o mesmo com Fitz, para ter a sua mente brilhante trabalhando em uma maneira deles conseguirem escapar. Mas esse Fitz parece ser impossível de ser convertido, sendo realmente leal à HYDRA.

Ver Fitz se tornando um assassino de sangue frio e ver ele apagando a esposa de Radcliffe foi bem pesado, mas o episódio ainda teve os seus momentos divertidos. Como a o professor Coulson lentamente se transformando no Agente Coulson. Nesse episódio, Coulson vê alguma ação e até mesmo elimina alguns agentes da HYDRA enquanto nos deu alguns momentos leves muito necessários nesse episódio.

Coulson não é o único agente passando por grandes mudanças. Nesse episódio, vemos Mack que esteve ausente no último episódio, mas aqui encontramos ele e sua filha, Hope. Ela é maior alegria de Mack e também sua maior fraqueza. Então quando Hope é lavada por May, ele acaba sendo forçado a descobrir que Daisy é uma traidora. A ironia aqui no fato do mais leal amigo de Daisy no mundo real acabou fazendo com que ela fosse exposta e capturada no Framework. Não só isso, mas Fitz também descobre o potencial inumano de Daisy, com o episódio terminando com ela presa pela HYDRA. Essa traição parece ter feito o lado heróico de Mack acordar, com ele se juntando à SHIELD no final do episódio.

E sim, existe uma SHIELD. É mais um grupo undergroud desorganizado de combatentes da liberdade do que uma agência que luta pela paz patrocinada pelo governo. E essa versão da SHIELD do Framework é liderada por Jeff Mace, codinome, Patriota. É bom ver Mace em seu papel de super-herói com que estamos mais familiarizados. E quando vemos o professor Coulson sendo apresentado a ele, é como quando ele conheceu o Capitão América em Vingadores.

Mas é aqui que o lado bom do episódio termina. É um pouco difícil de aceitar Fitz como vilão, mesmo sendo bastante interessante, isso sem mencionar Grant Ward do Framework que continua a ser o completo oposto da versão do mundo real. E o mesmo pode ser dito sobre Mack como pai e capaz de trair Daisy, e May como uma agente da HYDRA. Neste modo de realidade distópica alternativa muito convincente, parece não haver esperança. Radcliffe e Daisy foram capturados, Fitz parece ser irrecuperável, e a SHIELD de Mace está sendo força a trabalhar com o que conseguir. Estamos testemunhando o pior momento da SHIELD, no melhor momento de Agents of SHIELD.

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Análise do trailer de Thor: Ragnarok

thor_8omU2g9Bem, o primeiro trailer de Thor: Ragnarok pode acabar sendo um dos melhores do ano. Os dois filmes anteriores de Thor não são considerados por ninguém como seus filmes preferidos do Universo Marvel. Ambos são criticados por serem muito focados na Terra, mesmo com seus personagens serem aliens, seres de outras dimensões e quase deuses. Nenhum dos dois explorou o rico legado artístico dos quadrinhos que poderiam ser usados com esses personagens, baseados nos trabalhos de visionários como Jack Kirby e Walter Simonson. E não conseguiram formar uma identidade para esses personagens, fora dos filmes dos Vingadores.

E difícil julgar um filme pelo seu trailer, mas Thor: Ragnarok parece tentar compensar os erros dos filmes anteriores. Com uma aventura espacial mais ambiciosa, com o distinto senso de humor do diretor Taika, esse filme certamente parece muito mais atraente do que os seus predecessores e muito mais divertido que os outros filmes de super-heróis que teremos esse ano.

Como sempre, a análise não será feita seguindo a cronologia do que foi mostrado no trailer, mas sim fazendo conexões tentando responder algumas dúvidas existes sobre o filme.

A primeira coisa a ser feita é assistir ao trailer mais uma vez:

O que é Ragnarok?!

Ragnarok é a “escatologia nórdica”. É o fim de Asgard e de tudo relacionado a ela, e isso pode acabar significando a morte de vários personagens secundários, não entrarei em detalhes para não dar spoilers. A Marvel já explorou Ragnarok mais de uma vez nos quadrinhos, mais notavelmente nas histórias de Walt Simonson e mais recentemente por Michael Avon Oeming e Andrea Di Vitto.

O filme não parece estar se baseando muito em nenhuma das versões dos quadrinhos, e parece ser tão fiel à mitologia nórdica quantos os dois filmes anteriores.

O visual de Asgard sempre foi um ponto forte de todos os filmes, e um grande problema nos dois foi que nunca passaram muito tempo lá. E mesmo parecendo que isso não irá mudar em Ragnarok, não iremos ficar muito na Terra, que foi outra grande problema dos filmes anteriores.

De qualquer forma, não podemos ficar muito apegados à Asgard..

Essa parece ser Yggdrasil, a grande árvore que é o eixo do mundo. Mesmo não sendo gigantesca, sendo o centro do universo como na mitologia.

Mas também, o Universo Cinematográfico da Marvel nunca foi muito fiel à mitologia nórdica, então é provável que aqui Yggdrasil só sirva como um simbolo e não como conexão literal entre os mundos.

A Forte Influência de Jack Kirby

Jack Kirby é o cara que co-criou uma parte significante da Marvel que conhecemos nos quadrinhos e nos filmes. Um problema recorrente do Universo Marvel, é a falta da influência visual dele nos filmes e séries. Porém, Thor: Ragnarok parece corrigir isso.

Essa cena, é uma das melhores do trailer. Não só tem uma forte influência de Jack Kirby presente em todos os personagens e trajes que vemos aqui, até mesmo no formato da porta. E parece que temos artes de Jack Kirby nas paredes aqui.

Temos essas formas bizarras e contorcidas em todo trailer, virtualmente em todo lugar que você olhar, dos trajes, armas, paredes, e até mesmo nos personagens.

A Forte Influência dos Guardiões da Galáxia

Taika Waititi é um diretor um senso de humor bastante peculiar, e isso pode ser visto nos momentos mais leves do trailer. Mas como a maior parte da ação do filme se passa fora da Terra, faz sentido que o filme tenha uma estetica parecida com o único outro filme da Marvel que se passa no espaço, e é extremamente popular, Guardiões da Galáxia.

Para começar, o uso da música “Immigrant Song” do Led Zeppelin no trailer é algo bem no estilo de Guardiões da Galáxia. E o mesmo pode ser dito sobre a aparência dos aliens e das armas que vemos no trailer. E isso não é algo ruim.

Só falta mesmo vermos Beta Ray Bill nesse filme. E pelo que já vimos até agora, isso não séria uma surpresa.

Vilões

Hela

A brilhante Cate Blanchett como Hela não é só responsável pela destruição de Mjolnir, mas também de toda Asgard. Na mitologia nórdica, Hela é filha de Loki, e nos quadrinhos da Marvel ela também é filha de Loki, mas não do Loki que conhecemos, e sim do Loki que morreu em um Ragnarok anterior. Não sabemos que será a mesma coisa no filme, mas ela se parece bastante com a versão dos quadrinhos de Jack Kirby.

E vemos isso mais claro aqui, principalmente com o adorno da cabeça..

Muito mais intimidante.

E no começo do trailer vemos Thor no domínio de Hela, conhecido como Hel, o Reino dos Mortos da mitologia nórdica.

Loki

Que surpresa, Tom Hiddleston estará no filme como Loki.

Skurge: O Executor

Aqui temos Karl Urban como Skurge. O personagem é mais uma criação de Jack Kirby e Stan Lee, Ele é um personagem quase tão antigo quanto Thor na Marvel.

Esses soldado parecem um pouco Kree, mas não tem como ter certeza. E mais uma vez, as armaduras e armas seguem o estilo dos desenhos de Jack Kirby.

O Grão-Mestre

Aqui temos Jeff Goldblum como O Grão-Mestre, e ele parece bastante incrível. Vemos o estilo de Kirby no personagem e no fundo. O Grão-Mestre é parte do mesmo grupo de Anciões do Universo, junto com o personagem de Benicio del Toro, o Colecionador, então a conexão com os Guardiões não é só estética e musical.

O personagem adora jogos, então fazer ele o motivo pelo qual Thor e Hulk se enfrentam em uma arena aqui faz bastante sentido.

Então vamos falar sobre esse momento..

Planeta Hulk

É ótimo que o Grão-Mestre introduza ela como o Incrível Hulk, e certamente essa é a primeira vez que essas palavras são usadas, em continuidade, no Universo Marvel.

E caso você não tenha percebido, o Hulk está usando uma armadura que se parece muito com a que ele usa nos quadrinhos na excelente história Planeta Hulk.

Planeta Hulk é uma excelente história, e certamente poderia ser um filme solo. Talvez não vejamos a resolução disso aqui, e talvez isso seja resolvido no futuro. Existe um conflito entre a Marvel e a Universal, que dificultam a possibilidade de vermos um filme solo do Hulk, então não podemos criar expectativas em relação a isso.

Aqui temos os espectadores da arena assistindo Thor vs Hulk. Podemos ver aqui que até mesmo a estética da arena lembra os traços de Jack Kirby.

Até mesmo as runas desse portão do qual o Hulk sai tem traços de Kirby.

O momento que todos esperávamos, dois amigos que trabalharam juntos se enfrentando. É incrível que esse nem é o momento mais impressionante do trailer.

De qualquer forma, enquanto o Hulk passou bastante tempo lutando na arena em Planeta Hulk, ele nunca lutou com Thor, mas sim com o Surfista Prateado nos quadrinhos. Algo que seria bem difícil de acontecer no Universo Marvel.

No entanto, no filme animado Planeta Hulk, uma adaptação da história dos quadrinhos, temos uma luta entre Beta Ray Bill e Hulk.

Valkyrie

Tessa Thompson parece extraordinariamente badass como Valkyrie, presumidamente a última das valquírias. Ela parece ser uma caçadora de recompensas trabalhando para o Grão-Mestre.

Nessa cena temos um exército de valquírias atacando Hela..

E parece que Hela é o motivo para que Valkyrie seja presumidamente a última.

Observações

Mais uma vez, as pinturas das naves aqui parece bastante com a arte de Kirby.

Idirs Elba está de volta como Heimdall, o que é uma boa noticia. Pode-se presumir que irá fazer mais nesse filme do que nos últimos dois.

Este é o novo visual do antigo Deus do Trovão. Thor de cabelo curto tem sido o visual recente do personagem nos quadrinhos, em O Indigno Thor, uma série, que assim como o filme, lida com o que acontece com o personagem quando ele perde o direito de empunhar Mjolnir.

Ele acaba também usando novas armas..

A clava, o escudo, a pintura no rosto de Thor e na parede ao fundo seguem os desenhos de Jack Kirby.

Essa imagem resume a reação de toda a internet a esse trailer.

Thor: Ragnarok está previso para chegar aos cinemas brasileiros em 02 de Novembro de 2017.

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Trailer Fan Made de Reboot da Familia Addams para Netflix

the-addams-family-originalEm uma época de reboots, era esperado que tivéssemos algo da Família Addams. O filme já tem mais de 25 anos de idade, e já era esperado que um reboot por meio de filme ou série já estive sendo desenvolvido. E hoje a internet acabou sendo enganada, porque um “trailer da Netflix” da franquia foi lançada, o único problema é que o trailer não é real.

De acordo com o Nerdist:

Alexia Bertha postou a sua versão da Família Addams, como uma série mais sombria, usando momentos do filme de 1991 da Família Addams, assim como imagens de Penny Dreadful e algumas outras fontes. O vídeo de Bertha foi tão bem feito que acabou enganando algumas pessoas, mas infelizmente é uma paródia… por agora. O filme de 1991 e sua sequencia, A Família Addams 2, foram ambos dirigidos por Barry Sonnenfeld, que recentemente fez um excelente trabalho trazendo Desventuras em Série para a Netflix, como uma série original. Sonnenfeld tem o completo apoio se ele decidir fazer um reboot da franquia.

Confira o trailer abaixo:

 

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Agents of SHIELD: Review de “What If…”

Agents-of-S-H-I-E-L-D-agents-of-shield-35640423-1920-1080Esse review contém SPOILERS!!

Bem, Agents of SHIELD retornou, e estamos em um estranho momento na história da série. Por um lado a série está em seu melhor momento, tendo tido o seu melhor episódio antes da pausa. No cliffhanger no final do último episódio, vimos os agentes entrando na Matrix criada por Radcliffe. Vimos Coulson como professor, Mack como um pai, May como agente da HYDRA, Simmons morta, Fitz como dono de uma empresa, e Daisy vivendo feliz com Ward.

E com isso tivemos uma longa espera, com Agents of SHIELD tendo uma pausa extremamente longa. E mesmo estando em seu melhor momento, ainda não temos certeza se a série irá retornar para uma 5ª temporada. Então com essa incerteza, Agents of SHIELD retorna com um dos seus melhores episódios.

Logo de cara, “What If…” dá continuidade ao execelente momento e qualidade da parte anterior da temporada. A série finalmente usou todo o trabalho que foi feito desenvolvendo esses personagens durante quatro temporadas, criando drama que funciona muito bem. A natureza do Framework acabou permitindo que os escritores a nos darem um olhar mais aprofundado nos personagens principais e dar uma mexida nos conceitos de heróis e vilões para criar um episódio realmente chocante.

Sendo as únicas agentes da SHIELD que entraram no Framework que se lembram do mundo real, então aqui elas também acabam servindo como a visão dos espectadores nesse novo mundo. Gemma acorda em uma vala cheia de corpos, enquanto Daisy acorda ao em uma cama ao lado de Grant Ward.

Gemma e Daisy estão sozinhas aqui, não podendo contar com a ajuda de nenhum dos seus amigos. É preciso lembrar que no Framework, HYDRA está no controle de tudo, e o episódio explica muito bem como isso aconteceu.

Na realidade do Framework, May não matou a garotinha inumana cuja morte acabou fazendo com que Melinda se tornasse a maquina de combate estoica e desprovida de sentimentos que conhecemos e adoramos. E essa atitude acabou se mostrando ser um grande erro, uma vez que a garotinha acaba cometendo assassinato em massa. Isso acabou permitindo que a HYDRA se tornasse a oposição ao Inumanos e conseguisse o nível controle que esperavam conseguir em Capitão América: O Soldado Invernal. Descobrimos isso através de uma das aulas de Coulson, que aqui é leal a HYDRA e faz propaganda da HYDRA em suas aulas, depois do incidente da garotinha inumana, a segurança do Estado se tornou mais importante que a dos indivíduos. E assim, o que o Capitão América lutou para evitar em O Soldado Invernal se tornou real.

Mas felizmente temos Daisy e Simmons como resistência à HYDRA. Porém, também temos May e Fitz do lado da HYDRA, e é preciso dizer, Fitz da HYDRA é realmente aterrorizante. Aqui Fitz é algo como Mengele, fazendo experimentos e torturando Inumanos, e estando tão acostumando com esse personagem isso é algo difícil de ver. Mas no mundo do Framework, Fitz nunca teve Simmons para lhe ajudar a focar e inspirar a ser uma pessoa melhor, fazendo com que ele se tornasse uma força de pura crueldade.

Então, temos essas versões bizarras de May e Fitz contra Daisy e Simmons, que estão fugindo. Coulson parece perceber que tem algo errado no mundo, mas as duas podem contar com um aliado muito melhor do que um Coulson indeciso. Em qualquer realidade de Agents of SHIELD uma coisa é certa, Grant Ward sempre será um agente duplo, até mesmo no Framework. Então nesse mundo governado pela HYDRA, Ward é na verdade um agente leal à SHIELD. Faz muito tempo desde a última vez que vimos Ward como herói, mas é exatamente o que temos aqui.

E nesse episódio acabamos tendo também a introdução de um personagem bastante conhecido dos quadrinhos da Marvel, Madame HYDRA. Mas aqui, Madame HYDRA é um rosto já conhecido, sendo revelado que ela é Aida. Isso ajuda a explicar porque o mundo do Framework tem a HYDRA no comando, e porque Daisy e Simmons não conseguem usa a saída de emergência que elas tinham para deixar essa realidade.

Essa é a nova realidade de Agents of SHIELD, com a série finalmente retornando da sua pausa. Algo bastante diferente do que estávamos acostumados, e felizmente acabou resultando em um dos melhores episódios da série. Fica a expectativa para que a série mantenha esse bom nível até o final da temporada, e se renovada, continue assim na próxima temporada.

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Legends of Tomorrow: Review de “Aruba”

dclegendsoftomorrow-143590Esse review contém SPOILERS!!

O final da 2ª temporada de Legends of Tomorrow acabou também servindo como um sumario de tudo que funciona nessa série. Havia pelo menos dois de metade da tripulação da Waverider por metade do episódio, e o centro emocional do episódio dependeu das conversas entre copias dos personagens. Rip, sendo usado como uma decoração de mesa por Thawne no Doomworld STAR Labs, conserta a nave, escapa e retorna para o resto da equipe.

Eles então precisam recuperar o traje de Ray para conseguir fazer com que a nave retorne ao seu tamanho normal, algo que eles conseguem e então escapam para 1917 para ajudar suas versões do passado a destruir a Lança. Através de uma série de contratempos, eles acabam na nave com suas outras versões, destruindo o espaço-tempo, mas eventualmente convencendo seus predecessores a escapar com a Lança para mante-la longe das mãos da Legião do Mal.

E é aqui que as coisas começam a ficar complicadas. Thawne do Doomworld volta para avisar a Legião que eles precisam deter a tripulação da Waverider que fugiu do Doomworld. E por um momento, o foco emocional do episódio foi colocado em Sarah e Nate do Doomworld conversando com suas versões do passado.

A tripulação vinda do Doomworld concorda em se sacrificar para que as suas versões do passado tenham uma chance de escapar. Mas antes que eles consigam fugir, Thawne aparece com um exercito de futuros Thawne para detê-los. Sarah acaba usando a Lança para ganhar a luta, tendo uma visão de Laurel que lhe diz o quão forte ela é, e acaba rearrumando a realidade para que a Lança deixe de funcionar, e Thawne acaba sendo morto pelo Flash Negro.

Legends of Tomorrow teve sucesso em sua maior parte por se apoiar tanto nas personalidades de seus personagens e na essência dos quadrinhos. A primeira metade da temporada acabou não funcionado porque parecia não ter foco ou rumo, mas a interação entre os personagens sempre foi forte, assim como o dialogo nunca decepcionou.

Quando a série parou de enrolar em outros períodos do tempo, e começou a focar em estabelecer um arco para a história da temporada, os pontos fortes da acabaram se destacando ainda mais e tudo começou a se encaixar muito bem. Conseguindo integrar as tramas complexas e absurdas com os personagens que eles vinham desenvolvendo tão bem, e a combinação desses elementos acabou fazendo de Legends of Tomorrow uma das melhores, se não a melhor, série baseada em quadrinhos da DC.

No final, Rip deixa a nave antes da previa da grande catástrofe que antecede a 3ª temporada de Legends of Tomorrow, e essa foi uma decisão corajosa.  Rip perdeu seu lugar, uma vez que Sarah está fazendo um excelente trabalho no comando, e em vez de manter ele por pura nostalgia acabaria prejudicando o personagem, e a série, no futuro, então o melhor a ser feito é afastar ele. Talvez ele possa voltar esporadicamente durante a 3ª temporada para ajudar a tripulação da Waverider, mas não sendo do elenco fixo. Essa é uma trama forte, confiante e tudo que era esperado da série.

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The Walking Dead: Review de “The First Day of the Rest of Your Life”

walking deadEsse review contém SPOILERS!!

O finale da 7ª temporada de The Walking Dead foi um final satisfatório para uma boa sequencia de episódios que tentou consertar os erros cometidos na primeira metade da temporada. Enquanto algumas partes do climático primeiro confronto foram adaptadas direto dos quadrinhos, e assim sendo bastante previsíveis, mas a traição que aconteceu no meio do episódio foi completamente imprevisível. Foi uma excelente reviravolta que impediu que o episódio fosse uma adaptação direta, um problema que vimos muito durante a primeira metade da temporada, e isso acabou carregando o resto de “The First Day of the Rest of Your Life” para uma excelente conclusão.

Infelizmente, a série não aprendeu completamente com seus erros, no que se trata em fazer um bom e eficiente finale. Assim como os últimos finales da série, “The First Day of the Rest of Your Life” é muito longo e acaba não fazendo muita coisa em seus primeiros 45 minutos além dos momentos com Sasha, que previsivelmente morreu nesse episódio. Foi ótimo ver os escritores dando sequência à introdução da pilula de veneno de Eugene e que fizeram isso para iniciar a vontade da população de Alexandria de lutar, mesmo com tudo contra eles.

A estrutura da narrativa de Sasha foi interessante, com Michael Cudlitz reprisando o papel de Abraham em flashbacks. Porém, talvez o episódio tivesse ficado melhor sem alguns dos flashbacks, com eles parecendo mais uma perda de tempo. Mas quando o episódio finalmente revela o que Sasha está tramando, as coisas começam a se encaixar. Sendo um final adequado para a personagem, sendo somente um apressado. Honestamente, a série não fez um bom trabalho em deixar claro que seria o destono de Sasha morrer nessa temporada. Havia a impressão de que na verdade veríamos o fim de Rosita, que passou boa parte da temporada em um caminho de vingança e autodestruição. E se não fosse por Sonequa Martin-Green ter sido escalada para Star Trek: Discovery, certamente teríamos visto a morte de Rosita e Sasha continuaria ao menos por mais uma temporada.

O grupo do lixão foram uma boa surpresa na segunda metade da temporada. Um grupo diferente de todos os outros que já tínhamos visto na série. Então havia motivo para ficar irritado com a traição de Jadis. A reviravolta foi muito bem planejada, e foi o momento que acabou salvando o episódio, dando a esse confronto riscos reais. Teria sido chocante ver Rostia explodir Eugene, mas isso acabou sendo muito mais interessante.

Mesmo com a enrolação na primeira metade do episódio, os trinta minutos finais acabaram finalmente nos dando a ação que a 7ª temporada estava prometendo. Basicamente, todos os personagens importantes tinham uma arma e um lado, sendo bom ver tudo isso convergindo entre todos os diferentes grupos e facções, e será interessante ver como a série irá balancear todas essas narrativas.

A segunda metade da 7ª temporada fez um trabalho muto melhor investindo e dividindo o tempo em cada grupo, enquanto desenvolvia a trama. Não tivemos o ritmo lento ou o foco exagerado da primeira metade, com a série optando por variar entre histórias de um modo muito mais eficiente. Fica a expectativa para que as coisas continuem assim, nos dando episódios com ritmos mais rápidos e com mais significado, como a série merece.

Negan continuou a ser um vilão nada surpreendente. As cenas dele não funcionaram muito bem, com o vilão continuando a ser um personagem dos quadrinhos que a série não tem conseguido adaptar para a série. Fica a expectativa para que os escritores usem o tempo entre as temporadas para finalmente descobrir como adaptar o personagem para a série, fazendo bom uso dos talentos de Jeffrey Dean Morgan.

Uma coisa que realmente funcionou nesse episódio, foi finalmente ver Shiva atacando e comendo alguém. O tigre de CGI pode ainda não ser muito convincente, mas é preciso admitir que foi divertido ver ela comendo o salvador. O melhor momento do episódio foi ver Negan se escondendo atrás de um carro enquanto xingava o tigre.

Sendo excitante ver como as grupos de Hilltop e o Reino cercando as forças de Negan. Foi algo que já era esperado do finale, mas foi realmente bom finalmente ver isso acontecendo. E agora que sabemos quem são os vilões e os mocinhos, finalmente podemos nos divertir um pouco. Fica a expectativa para que a série continue assim e não se esqueça que ser engraçada um dos seus pontos fortes.

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